Irã em Alerta Máximo Diante da Presença Militar dos EUA
O Exército do Irã, sob a liderança do comandante Amir Hatami, declarou que suas Forças Armadas estão em alerta máximo frente à mobilização militar dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. A mobilização conta com uma frota de navios de guerra, incluindo o porta-aviões USS Abraham Lincoln, o que intensificou as preocupações sobre um possível confronto entre as potências.
Hatami advertiu os governos dos EUA e Israel sobre as consequências de qualquer ação militar, enfatizando que a tecnologia nuclear da República Islâmica não pode ser eliminada sob pressão. "Se o inimigo cometer um erro, não tenham dúvida de que colocará em risco sua própria segurança e a da região”, afirmou.
A tensão entre Irã e Israel aumentou desde a guerra de 12 dias no ano anterior, a qual terminou após ataques americanos a instalações nucleares iranianas. Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, observou a situação de perto e sinalizou a possibilidade de “ajudar” manifestantes no Irã, algo que pode ser interpretado como uma potencial intervenção militar.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que líderes dos EUA e aliados incitaram a desordem no Irã, capitalizando sobre as dificuldades econômicas do país.
Mobilização Militar e Ameaças de Resposta Irani
Nos últimos dias, o governo americano enviou uma força naval de ataque ao Oriente Médio em uma campanha de pressão semelhante à mobilização no Caribe que levou à deposição de Nicolás Maduro. Fontes diplomáticas indicam que Trump considerou uma ação militar contra o Irã, mas foi convencido a não seguir em frente por líderes da Arábia Saudita, Catar e Omã, que apontaram os riscos para a estabilidade regional.
A mobilização militar levou a um aumento das preocupações internacionais sobre um possível confronto direto, com o Irã prontamente afirmando que, caso haja um ataque, responderá com disparos de mísseis contra bases americanas na região e ações contra aliados dos EUA, especialmente Israel.
O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, declarou que o país está disposto a negociar sobre seu programa nuclear, desde que não haja ameaças em jogo. Os EUA, por sua vez, juntamente com Israel e países europeus, alegam que o programa nuclear iraniano visa o desenvolvimento de armas nucleares, uma acusação que Teerã refuta.
Explosões e Tensão Interna
Enquanto a situação no cenário internacional se intensifica, o Irã enfrentou incidentes de explosões em diferentes locais do país. Relatos indicam que pelo menos cinco pessoas morreram em explosões em Ahvaz e outras localidades, que, segundo o Corpo de Bombeiros local, podem ter sido provocadas por vazamentos de gás.
Testemunhas relataram explosões perto da capital, Teerã, e em Bandar Abbas, um importante porto localizado no Estreito de Ormuz, um corredor estratégico para o transporte de petróleo. O comando americano no Oriente Médio (Centcom) advertiu que a Marinha iraniana realizará exercícios navais de dois dias na área, durante o que os EUA também estão se preparando para manobras de prontidão aérea.
O governo dos EUA classificou a Guarda Revolucionária do Irã como uma organização terrorista em 2019, o que também foi adotado pela União Europeia recentemente. A resposta do Irã a essa classificação foi de firmeza: qualquer país que ajudar em um ataque será considerado "hostil".
No mercado global, o Estreito de Ormuz é vital, pois por onde passa uma quantidade significativa do petróleo mundial transportado por via marítima. A crescente militarização na região levanta preocupações sobre a estabilidade e a segurança não só do Oriente Médio, mas de todo o mercado energético mundial.
As autoridades iranianas acusam os EUA de promover instabilidade e se preparam para responder a qualquer ato que possam interpretar como agressão. O Centcom anunciou a realização de exercícios que demonstrarão a capacidade de controlar forças aéreas de combate na região, sublinhando a intensificação das operações militares na área.