Morte de jovem em piscina: prêmio de Grazielli e reviravolta nas investigações
O caso da morte de Beatriz Callegari de Paula, de 26 anos, em Lins, São Paulo, ganhou contornos dramáticos após a conclusão de uma perícia que descartou a hipótese de choque elétrico e indicou afogamento como causa do falecimento. Este desdobramento levou a Polícia Civil a tratar o caso como homicídio e a prender temporariamente uma amiga da vítima, Grazielli de Barros Silva, de 40 anos.
Beatriz foi encontrada morta ao lado de uma piscina em uma casa no dia 16 de janeiro. Naquele momento, a principal linha de investigação considerava a possibilidade de eletrocussão, dado que a jovem estava caída de costas, aparentemente próxima ao motor da piscina. Contudo, a autópsia realizada pelo Instituto Médico Legal (IML) revelou que a causa da morte foi afogamento, o que provocou uma reviravolta nas investigações.
Contexto da Investigação
Assim que o corpo de Beatriz foi encontrado, o atendimento de emergência foi acionado, e a energia elétrica do local foi desligada antes da morte ser oficialmente registrada. Minutos antes do trágico acontecimento, um amigo acompanhava Beatriz, mas deixou o local antes que o incidente ocorresse, sendo assim, não é considerado suspeito pela polícia.
A investigação revelou que Grazielli, amiga de Beatriz e colega de trabalho em um supermercado, foi a responsável por convidar a jovem para a festa em que a morte ocorreu. A Polícia Civil, com base em imagens de câmeras de segurança, determinou que apenas três pessoas estiveram na casa: Beatriz, o amigo que a acompanhava e Grazielli.
Prisão e Reação da Defesa
No dia 27 de janeiro, Grazielli foi presa sob a acusação de homicídio, sendo a defesa da amiga de Beatriz rápida em afirmar que a prisão foi precipitada e sem provas concretas. O advogado de Grazielli, Celso Modonesi, argumentou que sua cliente não representava risco de fuga e sempre esteve à disposição para colaborar com as investigações.
A defesa questionou ainda a condução das perícias e destacou que houve falta de preservação da cena do crime, visto que o imóvel foi alugado logo após a morte e não seriam considerados adequadamente os laudos apresentados.
O que Aconteceu na Seqüência dos Eventos?
Entenda a cronologia do caso:
- 16 de janeiro: Beatriz chega à festa acompanhada de um amigo;
- 13h50: Grazielli é vista entrando com um carro prata;
- 15h30: Corpo de Bombeiros é acionado e Beatriz é encontrada sem vida ao lado da piscina;
- 23 de janeiro: Laudo do IML descarta eletrocussão e determina afogamento como causa da morte;
- 27 de janeiro: Grazielli é presa e as investigações seguem em andamento.
Próximos Passos nas Investigações
A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que laudos adicionais estão sendo preparados pelo Instituto de Criminalística para esclarecer completamente as circunstâncias da morte de Beatriz. O caso é investigado por meio de um inquérito policial no município de Lins.
"Não há indícios de autoria que sustentem a prisão de Grazielli", defendeu o advogado durante os desdobramentos da investigação.
O caso de Beatriz Callegari continua a ser um assunto de grande repercussão, com a opinião pública atenta às atualizações e ao desfecho das investigações que envolvem a morte de uma jovem e a prisão de sua amiga.