Tebet e Marina Silva tentam vagas no Senado por São Paulo
A corrida eleitoral para o Senado em São Paulo começa a ganhar contornos definidos com a movimentação de duas importantes figuras políticas: Simone Tebet, atual ministra do Planejamento, e Marina Silva, ministra do Meio Ambiente. Ambas estão se preparando para possíveis candidaturas nas eleições de 2024, uma movimentação que poderá ter um forte impacto no cenário político do estado.
Simone Tebet iniciou o processo de transferência de seu domicílio eleitoral do Mato Grosso do Sul para São Paulo e está alinhando sua candidatura ao Senado ao lado do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que é uma peça-chave na projeção eleitoral. Durante uma conversa recente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi discutida a importância dessa mudança, que reflete não apenas a aspiração política de Tebet, mas também estratégias eleitorais mais amplas.
De acordo com informações, a ministra do Planejamento deve deixar sua pasta em março, permitindo-lhe focar totalmente em sua campanha. "Deixo o Ministério do Planejamento até o dia 30 de março ou quando o presidente definir. Porque ele avalia que sou importante no processo eleitoral e entende que é fundamental a minha candidatura", afirmou Tebet em um evento recente.
Enquanto isso, Marina Silva também está se articulando para se candidatar ao Senado. Ela expressou sua disposição em se reunir com diversos partidos para discutir seu futuro político. "São Paulo ajudou a salvar a minha vida biológica e me recolocou na cena política de uma forma incrível, quando eu nem queria mais ser candidata", declarou Marina, ressaltando a importância do estado em sua trajetória.
A ex-ministra do Meio Ambiente está explorando uma possível saída de seu partido atual, a Rede, para retornar ao PT, com conversas já em andamento. Marina também informou que está dialogando com líderes de outras siglas, demonstrando a pluralidade de possibilidades para sua candidatura.
Cenário Político e Desafios
O contexto político para ambas as candidaturas é complexo. No Mato Grosso do Sul, Tebet enfrenta desafios devido ao apoio ao governador Eduardo Riedel, que se aproximou do bolsonarismo, tornando sua imagem politicamente delicada no estado. Em contrapartida, em São Paulo, o panorama é mais dinâmico, com diversas forças se organizando para as eleições.
Fernando Haddad, por sua vez, ainda não confirmou sua candidatura ao governo estadual, mas seu nome é considerado forte por aliados. A pressão interna do Partido dos Trabalhadores (PT) é crescente, já que outros integrantes, incluindo ministra da Educação Camilo Santana, estão colocando o cargo em aberto como uma opção viável para as eleições.
"Eu entendo que São Paulo tem dois nomes de peso, relevantes, que têm condições de performar muito bem, de levar inclusive para um segundo turno, que são Fernando Haddad e o vice-presidente Geraldo Alckmin", avaliou Tebet.
Nesse contexto, a articulação entre as candidaturas de Tebet e Silva será crucial para definir como os votantes se mobilizarão e quais alianças políticas serão formadas. O futuro político de ambas pode não apenas moldar o Senado, mas também influenciar o cenário político em Santos e além, especialmente em um ano eleitoral que promete ser intensamente competitivo.
A expectativa é de que até o carnaval, as discussões entre Tebet e Lula avancem, definindo os próximos passos para sua candidatura ao Senado.