Em meio à vasta quantidade de histórias científicas fascinantes, algumas podem passar despercebidas. Para ajudar a ampliar o conhecimento do público, destacamos algumas das mais intrigantes inovações e descobertas do mês. Entre elas, um robô que realiza sincronia labial, a busca pelo DNA de Leonardo da Vinci, e novas evidências que sugerem que os humanos, e não geleiras, moveram as pedras de Stonehenge.
Humanos, não geleiras, moveram pedras para Stonehenge
Stonehenge é um marco icônico que fascina turistas e pesquisadores. Análises químicas recentes têm revelado que diversas pedras que compõem a estrutura vieram de pedreiras localizadas a uma distância significativa. Uma teoria sugere que geleiras transportaram as pedras, enquanto outras afirmam que foram os humanos. Pesquisadores da Curtin University apresentaram evidências científicas que sustentam que foram os humanos que realizaram o transporte das pedras, conforme publicado no periódico Communications Earth Environment. Os cientistas usaram a técnica de "fingerprinting" mineral para chegar à conclusão. Analisando centenas de cristais de zircão coletados de rios próximos a Stonehenge, verificaram se havia evidências de sedimentos da era Pleistocênica. Segundo Anthony Clarke, um dos pesquisadores, a ausência de uma assinatura mineral distinta sugere que o transporte foi feito por humanos e não por geleiras.
Quando os gafanhotos voam
Os gafanhotos são conhecidos por suas habilidades de pular, mas eles também podem voar e deslizar com eficácia. Inspirados por essa capacidade, cientistas da Princeton University desenvolveram um novo modelo de asas robóticas. Publicado no Journal of the Royal Society Interface, o estudo destaca como o formato das asas dos gafanhotos, que possuem duas camadas, permite manobras aéreas eficientes. Usando escaneamento CT e impressão 3D, a equipe projetou asas que foram testadas em um canal de água. Os resultados mostraram que as asas robóticas eram tão eficazes quanto as reais. Essa pesquisa pode levar à criação de robôs miniaturizados que consigam voar de maneira prolongada.
Robô com sincronia labial
Engenheiros da Columbia University criaram um robô capaz de aprender movimentos faciais para falar e cantar, abordando assim a limitação das expressões faciais dos robôs atuais. Segundo um artigo publicado na revista Science Robotics, o robô aprendeu a sincronia labial em diversos idiomas, mas ainda enfrenta dificuldades com certos sons. O treinamento envolveu ensinar o robô a reproduzir expressões faciais assistindo a vídeos de humanos. Este avanço abre portas para a melhoria da interação humano-robô, especialmente ao combinar essa tecnologia com algoritmos de inteligência artificial.
O DNA de Leonardo está preservado em suas obras?
Um projeto colaborativo na França está buscando sequenciar o DNA associado a Leonardo da Vinci, analisando micro-organismos encontrados em suas obras. A equipe já conseguiu recuperar sequências de DNA humano de artefatos relacionados a Da Vinci, levantando a hipótese de que possam ser partes de seu próprio DNA. Essas descobertas são significativas e podem confirmar a identidade dos restos mortais atribuídos ao artista. Os pesquisadores também encontraram DNA de várias fontes, incluindo bactérias e vírus.
Da cerveja ao prato
A carne cultivada em laboratório é vista como uma alternativa ambientalmente responsável, mas muitos consumidores se afastam devido à textura e sabor. Uma pesquisa publicada na Frontiers in Nutrition sugere que o uso de levedura de cerveja como material para moldar a carne pode melhorar a textura, tornando-a mais próxima da carne real. O método oferece uma perspectiva inovadora que pode revolucionar a forma como a carne artificial é cultivada e consumida.
Engrenagens movidas à água
Cientistas da New York University desenvolveram um mecanismo de engrenagem que utiliza água para gerar movimento. Publicado na revista Physical Review Letters, o estudo demonstra como a fluidez da água pode permitir a rotação de cilindros em um sistema semelhante ao de polias. Essa abordagem pode inovar o uso de engrenagens em várias aplicações robóticas, proporcionando maior flexibilidade e menor probabilidade de quebra.