Polícia Civil impede ataques terroristas no Centro do Rio de Janeiro
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou na última segunda-feira (2) a realização de uma operação que conseguiu desarticular um grupo criminoso que estava planejando ataques terroristas na capital. Durante a ação, três indivíduos foram detidos por envolvimento em manifestações que usariam artefatos explosivos como bombas caseiras e coquetéis molotov.
De acordo com as informações fornecidas pela corporação, a operação, batizada de Operação Break Chain, foi fruto de um trabalho de inteligência pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Esse esforço levou à identificação de grupos organizando protestos antidemocráticos, que estavam programados para serem realizados em várias localidades do Brasil, incluindo o Centro do Rio, em frente à Assembleia Legislativa do Estado (Alerj).
Na manhã da operação, foram cumpridos diversos mandados de busca e apreensão em endereços na capital, na região metropolitana e no interior do estado. Inicialmente, quatro pessoas estavam sob investigação, mas a ação foi ampliada após novos dados serem revelados, resultando na identificação de outros 13 suspeitos ainda naquele dia.
As investigações sobre o grupo começaram quando a DRCI detectou a criação de grupos de mensagens e páginas em redes sociais que buscavam organizar atos de protesto, agendados para às 14h do mesmo dia. Felipe Curi, secretário de Polícia Civil, informou que o grupo, que se autodenominava "Geração Z", estava em vias de realizar ataques à bombas, possuía tutoriais sobre a fabricação de explosivos caseiros e visava atacar autoridades e instituições públicas.
“Esse grupo terrorista pretendia cometer uma sequência de ataques em vários eventos, não só no Rio de Janeiro, mas em várias partes do Brasil”,
afirmou Curi durante a coletiva de imprensa.
Embora o grupo se apresentasse como apartidário e anticorrupção, a investigação revelou que suas ações incitavam a violência e o terrorismo. Os áudios e mensagens analisados pelos policiais indicavam estímulos a ataques a serviços essenciais, prédios governamentais e figuras políticas, com a intenção de provocar pânico e desestabilização social.
Além disso, durante as diligências realizadas, foram encontrados conteúdos que incentivavam a radicalização e o enfrentamento, acompanhados de instruções para a confecção de artefatos incendiários improvisados. Isso representava um risco real à segurança da população, conforme ressaltado pelas autoridades.
Os suspeitos enfrentam diversas acusações, incluindo incitação ao crime, formação de quadrilha e posse, fabricação ou preparação de artefato explosivo ou incendiário. A Polícia Civil afirma que todos os envolvidos mantinham uma participação ativa em movimentos secretos relacionados ao Rio de Janeiro e incentivavam ações violentas, como a escolha de locais estratégicos para suas atividades.