PSD se fortalece com entrada de governadores e busca espaços
O PSD, partido liderado por Gilberto Kassab, está em crescimento e objetiva ocupar o espaço deixado pelo PSDB, especialmente entre um eleitorado de centro-direita insatisfeito com o atual cenário político. Com a recente filiação de governadores como Ronaldo Caiado, de Goiás, e Marcos Rocha, de Rondônia, o partido se fortalece na corrida para as eleições presidenciais de 2026, considerando candidaturas de Caiado, Ratinho Junior e Eduardo Leite.
Analistas políticos destacam que o PSD visa se firmar como uma força central no espectro político, especialmente ante a desconfiança em relação à viabilidade da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, do PL, o que cria um espaço favorável para sua ascensão. A decisão de trazer Caiado para sua lista de prováveis candidatos à presidência é parte de um movimento mais amplo que visa revitalizar o partido no cenário político brasileiro.
A sigla, fundada em 2011, nunca havia lançado um candidato próprio ao Palácio do Planalto, apesar de tentativas em anos anteriores, como a do senador Rodrigo Pacheco, que desistiu de concorrer durante as eleições de 2022. Entretanto, Kassab afirma que desta vez o PSD estará presente nas urnas em 2026, com uma decisão sobre a candidatura a ser tomada até abril, envolvendo nomes como Ratinho, Leite e Caiado.
O crescimento do PSD não é um fenômeno isolado. Nos últimos anos, o partido ampliou sua base de apoio, incluindo um número significativo de prefeitos e deputados, muitos dos quais anteriormente eram integrantes do PSDB. A queda do PSDB após as eleições de 2018 foi um fator significativo, levando a um esvaziamento de suas forças. Em 2024, o PSD destacou-se como o partido com o maior número de prefeitos eleitos, somando 877 municípios, e possui a segunda maior bancada no Senado, só ficando atrás do PL.
O movimento de transição de tucanos para o PSD ganhou força com as filiações de Eduardo Leite e Raquel Lyra ao partido. Com a entrada de Marcos Rocha, o PSD já conta com seis governadores, e a previsão é que este número chegue a sete com a saída de Romeu Zema, do Novo, que deixará seu cargo para concorrer em um pleito federal em abril.
Kassab enfatizou que a candidatura presidencial não apenas aumentará a visibilidade do partido, mas também seu número de representantes no Congresso, almejando cerca de 100 deputados federais. Ele comparou a trajetória do PSD com a do PSDB, afirmando que ambos emergem em contextos políticos que pedem representações de centro, indicando uma tentativa de ocupar a lacuna deixada por uma polarização excessiva entre as forças de direita e esquerda.