Quadrilha de roubo a banco desmantelada em operação policial
Nove pessoas foram presas em uma operação realizada nesta terça-feira (10) em cinco cidades do interior de São Paulo e na capital. A ação é um marco no combate a organizações dedicadas ao roubo a bancos, com a polícia considerando o grupo como parte do fenômeno do "novo cangaço", devido à brutalidade e à intensidade de suas atividades criminosas.
A operação, desencadeada pela Polícia Civil de Ribeirão Preto, teve início em junho do ano passado, quando dois membros da quadrilha foram detidos pelo Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP). Desde então, as investigações se intensificaram, levando à identificação de um esquema que mirava instituições financeiras na região de Cravinhos, onde a quadrilha realizava vistorias para planejar novos assaltos.
O delegado Jorge Amaro Cury Neto, diretor do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 3 (Deinter), destacou que a organização criminosa tinha como alvo principal os bancos e utilizava armamentos pesados para atingir seus objetivos. "Eles são extremamente ousados e perigosos. A importância de uma investigação séria, conjunta e eficaz é evidente", afirmou.
Na operação, além das prisões, foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em cidades como Ribeirão Preto, Cravinhos, São Paulo, Embu das Artes, Taboão da Serra e Jacareí. A ação envolveu equipes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), do Grupo de Operações Especiais (GOE) e do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope), além do apoio da Polícia Militar.
A mulher presa em Cravinhos, cuja identidade não foi divulgada, é suspeita de ter ligações diretas com a quadrilha. Seu papel dentro do grupo está sendo investigado, mas segundo o delegado, é evidente que ela estava envolvida nas operações logísticas e financeiras da organização criminal.
As investigações revelaram que, mesmo após a prisão de um dos irmãos da quadrilha em junho, o grupo continuou seus planos de assalto. O assalto a um banco em Cravinhos foi frustrado devido aos esforços das autoridades, destacando a eficácia das investigações policial.
"Isso deu ensejo ao início da investigação que indicou que de fato eles estavam já bem organizados, bem ajustados para esse tipo de prática em nossa região", comentou Jorge Cury.
A operação foi batizada de "Volante", uma referência a uma denominação histórica para forças policiais móveis que atuavam contra cangaceiros no Nordeste, ressaltando a continuidade da luta contra o crime organizado no Brasil. Com os novos dados obtidos, a polícia iniciou uma nova investigação visando desmantelar os últimos resquícios da quadrilha e coibir novas ações criminosas.