Lula retorna ao Carnaval após 16 anos com homenagem
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva está prestes a retornar ao Sambódromo da Sapucaí após 16 anos. Neste domingo, ele será homenageado como enredo do Carnaval, um evento que marca sua volta à folia carioca, onde participou pela única vez em 2009.
Durante sua única aparição no Carnaval da Sapucaí, Lula vivenciou a festa de forma intensa. Ele não apenas cantou e dançou, mas também distribuiu camisinhas para o público e apadrinhou o casamento do famoso intérprete Neguinho da Beija-Flor. Esse momento se deu em um cenário político inédito, onde Lula compartilhava o palco com o então governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes. A popularidade de Lula era alta na época, um momento marcante em meio a um forte alinhamento político no estado do Rio de Janeiro.
A visita de Lula ao Sambódromo acontecerá em um momento de polarização política no Brasil. Se, em 2009, o país vivia um clima de entusiasmo e esperança, agora, a divisão política é palpável, com a nação fragmentada em suas opiniões sobre o governo. A presença do presidente no Carnaval representa não apenas a nostalgia de um passado positivo, mas também a atual clareza dos desafios enfrentados por sua administração.
Naquela noite memorável de 2009, Lula chegou ao Sambódromo antes das 22h, em um camarote onde o ex-governador Sérgio Cabral era a grande figura, e permaneceu até depois das 5h da manhã. O ambiente era festivo, e o próprio Cristo Redentor se tornava um ícone da boa fase do Brasil, sendo até mesmo tema de capa da revista The Economist na época, simbolizando o grande potencial do Rio de Janeiro.
Vestindo um chapéu panamá, uma camisa florida e calça branca, Lula se encantou com as escolas de samba Beija-Flor e Mocidade. Com um espírito alegre, ele interagiu com os foliões e expressou entusiasmo genuíno durante o desfile, particularmente quando o Neguinho da Beija-Flor se casou na avenida. Lula atuou como padrinho informal, um ato que consolidou a imagem do presidente como alguém próximo ao povo e à cultura popular.
No ano seguinte, houve expectativas de que Lula participasse novamente dos desfiles, mas sua presença não se concretizou. Em seu lugar, compareceu Dilma Rousseff, a então ministra da Casa Civil que mais tarde se tornaria presidente do Brasil. A presença de Dilma era notável, especialmente considerando que ela estava acompanhada de Madonna, a icônica rainha do pop, também recepcionada por Cabral e Paes naquela noite.
A distribuição de camisinhas durante o carnaval de 2009 foi parte de uma estratégia do Ministério da Saúde, que visava promover a saúde pública e a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Lula fez essa distribuição de forma descontraída, armazenando algumas camisinhas no bolso de sua camisa enquanto interagia com o público.