Policiais se infiltram em blocos de carnaval disfarcados em SP e RJ
Em uma estratégia inovadora, policiais à paisana têm se infiltrado em blocos de carnaval em São Paulo e no Rio de Janeiro, utilizando fantasias de personagens icônicos de desenhos e filmes para coibir crimes e garantir a segurança dos foliões. A delegada do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de São Paulo, Sandra Buzatti, afirma que as escolhas das fantasias consideram tanto a integração ao ambiente dos blocos quanto o conforto e a eficácia operacional dos agentes.
A medida visa prevenir furtos e clonagens de cartões, e já resultou em 26 prisões em São Paulo e 243 no Rio de Janeiro durante os festejos. A ação é coordenada pelo DHPP em São Paulo e pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM) no Rio, e envolve o uso de tecnologia, como drones e câmeras de reconhecimento facial, para aumentar a segurança durante o carnaval.
Enquanto os foliões se divertem nas ruas, um time de policiais disfarçados de super-heróis e personagens conhecidos está atento para abordar suspeitos de delitos. A ação foi ampliada em 2023 após testes realizados no carnaval anterior, com um planejamento minucioso sobre quais locais receberiam policiais infiltrados. Em São Paulo, áreas com maior concentração de folia, como o Parque do Ibirapuera e a região da República, foram identificadas como prioritárias para a atuação de policiais disfarçados.
Os policiais, fantasiados de figuras como Scooby-Doo e E.T., têm obtido sucesso ao agir preventivamente. Durante uma abordagem em um bloco de carnaval, policiais vestidos de personagens de "La Casa de Papel" conseguiram prender suspeitos de furto de celulares.
Naqueles que participam do carnaval, a delegada Buzatti explica a eficácia da abordagem disfarçada: "Com os policiais disfarçados, é possível atuar de forma preventiva e repressiva. As fantasias são selecionadas com planejamento, priorizando personagens que se integrem ao perfil dos blocos e do público, além de observar o conforto necessário para a atuação policial."
Desde o início do carnaval, em blocos na República e no Ibirapuera, os esforços têm se mostrado frutíferos. Na região central de São Paulo, policiais disfarçados de Minions levaram à prisão de quatro suspeitos de furtos, enquanto outros agentes camuflados na temática de Scooby-Doo identificaram e prenderam três homens em flagrante por furtos. Equipamentos como celulares, drogas e dinheiro foram apreendidos durante as operações, com um total significativo de objetos recuperados e retornados às vítimas.
No Rio de Janeiro, a atuação policial também tem sido robusta. Durante os blocos carnavalescos, a abordagem de duas criminosas, que roubaram celulares na presença dos foliões, resultou em prisões e na recuperação de equipamentos. Policiais disfarçados de super-heróis como Batman e Capitão América têm permanentemente atuado em diversas localidades, baseando-se em informações de câmeras de monitoramento e análises em tempo real.
Com esse esquema especial de segurança para o carnaval, aproximadamente cinco mil policiais militares são destacados diariamente, auxiliados por tecnologia avançada para garantir a segurança dos participantes. As ações têm demonstrado não apenas um aumento nas prisões em flagrante, como também uma ampliação da sensação de segurança entre os foliões, algo que é essencial durante a festividade anual.
A combinação de elementos como a análise tática e a presença de policiais disfarçados tem criado uma nova dinâmica na segurança pública durante os festivais. As autoridades avaliam que as estratégias adotadas contribuíram para uma carnaval mais seguro e com menor incidência de crimes.