Divisões no PL marcam sucessão de Cláudio Castro no Rio
O Partido Liberal (PL) enfrenta dificuldades em definir seu candidato à sucessão do governador Cláudio Castro no Rio de Janeiro. A disputa se concentra entre Douglas Ruas, que é o secretário estadual de Cidades, e Felipe Curi, atual chefe da Polícia Civil. A situação se complica com a divisão interna do partido, que aguarda o retorno de Flávio Bolsonaro dos Estados Unidos para arbitrar sobre quem será o escolhido.
Ruas conta com o apoio de Altineu Côrtes, um dos líderes influentes dentro do PL, enquanto a candidatura de Curi, respaldada por Cláudio Castro, tem ganhado força nos últimos dias. Essa disputa está cada vez mais acirrada e é vista como crucial para a estratégia política do PL nas próximas eleições. A decisão do partido pode impactar não apenas a corrida pelo governo, mas também a configuração política do estado para os próximos anos.
O PL conseguiu reduzir a lista de potenciais candidatos a apenas dois nomes, refletindo as tensões internas. Douglas Ruas se destaca por sua proximidade com Altineu Côrtes e por seu trabalho na Secretaria de Cidades, que inclui diversas obras em todo o estado. Por outro lado, Felipe Curi está consolidando sua posição à frente da Polícia Civil, o que pode ser vital em um ano eleitoral onde a segurança pública é uma pauta central.
Enquanto isso, parlamentares e dirigentes do PL estão em compasso de espera, na expectativa de que Flávio Bolsonaro retorne para tomar uma decisão. Flávio, que está em campanha para a presidência, implanta uma estratégia que visa garantir um palanque sólido para o partido. A expectativa é que sua escolha pode pender para Douglas Ruas, que já demonstra vantagem por ter um legado político mais contundente na área.
Curi, entretanto, tem se mostrado como uma alternativa viável, especialmente por sua conexão com a segurança pública. Ele já demonstrou interesse em participar das eleições de forma convencional, negando a necessidade de um pleito indireto que ocorreria se Cláudio Castro decidir concorrer ao Senado. Nesse cenário, a eleição indireta ocorreria apenas com o voto dos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), mas a impressão é que Castro prefere um caminho menos complicado.
Por sua vez, Castro tem indicado seu chefe da Casa Civil, Nicola Miccione, como uma pessoa de confiança para o mandato-tampão, com validade até o final de 2026. Embora Nicola tenha expressado que não deseja se candidatar, sua opção por um caminho com menos atritos pode ajustar a balança em favor de Curi, por exemplo.
Os esforços de Castro para indicar um candidato menos proeminente à frente do governo têm gerado críticas de aliados de Altineu, que afirmam que isso pode não ajudar a campanha presidencial de Flávio. A situação vem se desenrolando de forma tensa, especialmente após Flávio ter manifestado interesse em apoiar uma candidatura mais robusta ao governo, que agora sofre novos rumos devido a questões legais que envolvem o ex-prefeito de Duque de Caxias, Washington Reis.
Com novas movimentações no cenário político, os aliados de Flávio agora defendem que um candidato que desafie Eduardo Paes, atual prefeito do Rio e rival do PL, assuma a liderança e conteste as eleições o quanto antes. O jogo político se intensifica, e a definição sobre quem será o sucessor de Castro no Palácio Guanabara se torna cada vez mais urgente, especialmente com a proximidade das eleições e a articulação entre os partidos aliados.