Incêndio atinge navio no Porto de São Sebastião
Na última terça-feira (3), um incêndio ocorreu em um navio no Porto de São Sebastião, em São Paulo, enquanto transportava gado de Barretos para a Turquia. O incidente deixou três bovinos mortos, mesmo após a operação de resgate realizada pelas autoridades locais. Ao todo, mais de 2,6 mil bovinos estavam destinados à exportação, dos quais 450 foram embarcados antes do incêndio.
O fogo começou por volta das 21h, logo após o ingresso dos animais na embarcação, e se espalhou rapidamente por cerca de 30 toneladas de feno que estavam no navio. A equipe do Corpo de Bombeiros foi acionada e conseguiu controlar as chamas sem deixar feridos entre os tripulantes, mas cinco deles e um bombeiro inalaram fumaça durante a operação.
Detalhes do resgate dos bovinos
Após o incêndio, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou que os bovinos resgatados foram devolvidos à Estância Monte Alegre, localizada em Barretos, que é um centro reconhecido em pecuária de confinamento. O local serve como o Estabelecimento de Pré-Embarque (EPE), onde os animais são preparados para a exportação.
Em entrevista, um dos responsáveis pela Estância Monte Alegre informou que a chegada dos mais de 2,6 mil animais estava prevista para a madrugada da quinta-feira (5). As informações sobre o falecimento dos três bovinos são objeto de investigação pelas autoridades competentes, que buscam esclarecer as causas.
Medidas de segurança e protocolos seguidos
O ministério enfatizou que durante o incidente, o procedimento de desembarque do gado foi conduzido seguindo todos os parâmetros de bem-estar animal. Caminhões que estavam na espera para o embarque foram utilizados para realizar a retirada dos animais, uma vez que eles foram acomodados em currais provisórios estabelecidos no terminal do porto.
Providências como a disponibilização de cochos para alimentação e dessedentação foram tomadas para garantir que os bovinos recebessem a assistência necessária durante todo o processo. Além disso, o Mapa assegurou que a embarcação havia passado por uma inspeção prévia realizada por auditores fiscais agropecuários do órgão de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), antes do incêndio.
Conclusão
O caso levanta importantes questões sobre a segurança de transportes de gado e a eficácia das operações de resgate, especialmente em situações de emergência. As investigações em curso deverão trazer mais esclarecimentos sobre as circunstâncias do incêndio e suas consequências para os bovinos envolvidos.