Entenda as Variáveis que Influenciam o Preço da Terra no Brasil
O preço da terra no Brasil apresenta uma variação significativa, que pode oscilar entre R$ 1 mil e R$ 2 milhões por hectare. Fatores como produtividade agrícola e localização geográfica desempenham papéis cruciais nesse cenário, conforme apontado pelo Atlas do Mercado de Terras 2025, publicado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).
A análise do Incra revela que regiões com alta produtividade e infraestrutura adequada, como a região da Mogiana em São Paulo, alcançam valores expressivos, refletindo a produção agrícola e o potencial turístico. Por outro lado, áreas menos desenvolvidas, como o Oeste Amazonense, apresentam preços inferiores, evidenciando a desigualdade no mercado de terras brasileiro. O preço médio nacional registrado pelo Incra é de R$ 22.951,94 por hectare, com a retirada de valores atípicos que poderiam distorcer essa média.
A Influência da Localização e da Produtividade
Os dados do Incra indicam que a localização é um fator determinante. Por exemplo, na região de Mogiana, os preços por hectare podem ultrapassar R$ 2 milhões para terras não agrícolas e R$ 80.911,18 para áreas agrícolas, devido à intensa produção de café e cana-de-açúcar. Em contraste, o Oeste Amazonense apresenta uma média de apenas R$ 1.525,62, resultado de uma combinação de isolamento geográfico e rígidas restrições ambientais.
Maiores e Menores Preços de Terra no Brasil
As regiões Sul e Sudeste lideram o ranking nacional em termos de preço. Em lugares como Santa Catarina, um hectare pode superar os R$ 100 mil, especialmente em áreas voltadas para pecuária e cultivo de grãos. A cidade de Xanxerê se destaca com um preço médio de R$ 173.298,67. O relatório do Incra também menciona que as terras destinadas a uso não agrícola, como lazer e expansão urbana, apresentam valores ainda maiores, com excepcionais casos como o da Região Metropolitana do Maranhão, onde o preço pode chegar a R$ 299.279,01 por hectare.
Por outro lado, os menores preços são encontrados no Nordeste e na Região Norte, com algumas áreas do interior do Amazonas e partes do Piauí apresentando hectares abaixo de R$ 2 mil. Os motivos principais incluem logística limitada, com dependência de transporte fluvial e aéreo, áreas protegidas que restringem a expansão agrícola, e a baixa demanda por falta de compradores.