Trump descarta envio de tropas ao Irã e se envolve na escolha de novo líder
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à emissora NBC não considerar o envio de tropas terrestres ao Irã no momento. A declaração foi dada após o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmar que o país está preparado para uma possível invasão terrestre.
No entanto, a tensão entre as duas nações tem aumentado. Durante a entrevista, Trump destacou que pretende participar da escolha do novo líder supremo do Irã, contexto que ocorre paralelamente a declarações de líderes iranianos sobre a preparação para um possível confronto militar.
Em um comunicado anterior, a Guarda Revolucionária Islâmica anunciou que está pronta para uma "guerra prolongada" e que pretende introduzir armamentos avançados ainda não vistos em combate. O brigadeiro-general Ali Mohammad Naeini, porta-voz da Guarda, conversou sobre a expectativa de "golpes dolorosos" na próxima fase de conflitos. "As novas iniciativas e armas do Irã estão a caminho", disse, destacando que o país está em uma posição mais forte do que no recente confronto militar de 12 dias com os Estados Unidos e Israel.
Trump destacou a importância de escolher um líder iraniano que represente a harmonia e a paz, afirmando que não aceita a continuidade das políticas de Ali Khamenei através de seu filho, Mojtaba Khamenei, considerado por Trump como um "peso morto". Ele lembrou de sua intervenção na Venezuela e expressou a necessidade de estar envolvido no processo de escolha do novo líder do Irã.
Analistas internacionais temem que a escalada de tensões possa resultar em um aumento da operação militar dos Estados Unidos na região, embora a estratégia de Trump ainda permaneça indefinida e sem o encaminhamento do envio de tropas de combate.
O clima de incerteza e as declarações dos envolvidos indicam que tanto os Estados Unidos quanto o Irã estão se preparando para um futuro conflito que pode acabar por redefinir as dinâmicas de poder no Oriente Médio.