Eleições na Colômbia: A corrida presidencial de 2026
A Colômbia se prepara para um importante momento político, com as eleições legislativas marcadas para o 26 de outubro de 2025, que também definem a corrida presidencial. Com o cenário político repleto de desafios, os cidadãos depositam seus votos em meio a um ambiente carregado de suspeitas e disputas acirradas.
As eleições do próximo domingo estão envoltas em três constantes: acusações de fraude eleitoral, alertas de segurança e a crescente competitividade por um controle cada vez mais disputado do Congresso. Além de renovar o Parlamento, o pleito incluirá consultas interpartidárias que funcionarão como primárias, determinando novos candidatos à presidência. Esse processo é decisivo, pois influenciará não apenas a composição do Legislativo, mas também a capacidade de governabilidade do presidente eleito em 22 de junho de 2026.
O Congresso colombiano é composto por duas câmaras: o Senado e a Câmara de Representantes, e atualmente nenhum bloco possui uma maioria clara, o que promove um ambiente de constante coalizão política. Essa fragmentação já trouxe sérios desafios ao presidente Gustavo Petro, cujo governo enfrentou dificuldades para aprovar reformas, como a reforma sanitária, que falhou em duas ocasiões seguidas.
As pesquisas de opinião não indicam grandes mudanças no equilíbrio de forças, e os partidos tradicionais estão em uma luta feroz para manter suas posições. A estratégia do ex-presidente Álvaro Uribe, por exemplo, ao se colocar em uma posição de destaque na lista do Senado, busca mobilizar o eleitorado conservador, mas observadores questionam sua eficácia, considerando que o apoio ao uribismo já não é o mesmo.
No campo da esquerda, o Pacto Histórico, coalizão que apoia o presidente Petro e liderada pelo senador Iván Cepeda, se mostra otimista, devido a recentes ações do governo que geraram simpatia no eleitorado, como o aumento do salário mínimo. Entretanto, essa confiança pode ser excessiva, já que vencer na primeira volta é uma tarefa árdua, algo que não acontece desde 2006 com a reeleição de Uribe.
Uma nova incógnita nas eleições é a candidatura do ultraconservador Abelardo de la Espriella, que desponta como um outsider, sem a participação nas consultas da direita. Seu partido, Salvación Nacional, não possui congresistas eleitos e precisa alcançar um limiar de 600.000 votos para ter uma representação mínima no Senado. Se conseguir vencer, poderá ter o apoio das forças de direita, criando um novo desafio ao panorama tradicional da esquerda, já que nomes como o Centro Democrático se mostram dispostos a cooperar.