ANP monitora abastecimento de diesel em meio a dificuldades no RS
A Agência Nacional do Petróleo (ANP) está realizando um monitoramento cuidadoso do abastecimento de diesel em todo o Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, após receber relatos de dificuldades na compra do combustível por agricultores locais. A ANP se manifestou sobre a situação, informando que irá investigar possíveis aumentos de preços injustificados em colaboração com órgãos de defesa do consumidor.
A situação é complexa e está diretamente ligada aos efeitos da guerra no Oriente Médio, que tem impactado as cadeias de suprimento global, resultando em elevações nos preços dos combustíveis. Apesar dessas dificuldades externas, a ANP assegurou que o estado gaúcho possui estoques suficientes para garantir o abastecimento regular.
Recentemente, a agência entrou em contato com os principais fornecedores da região para apurar informações sobre o estado do estoque de diesel. De acordo com os dados obtidos, o Rio Grande do Sul conta com uma boa quantidade de diesel armazenado, o que deve assegurar a normalidade do abastecimento. A principal refinaria da região, a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), continua com suas operações em ritmo regular, segundo informações da ANP.
No entanto, a ANP não está apenas observando a situação; medidas foram adotadas para investigar as operações das distribuidoras. Equipes técnicas da agência estão verificando instalações e operações relevantes, e as empresas distribuidoras serão notificadas para fornecer esclarecimentos sobre o volume em estoque, os pedidos recebidos e a aceitação dos pedidos de diesel. Caso necessário, a ANP está disposta a tomar todas as medidas cabíveis para garantir a continuidade e a normalidade da oferta de diesel em todo o país.
O Rio Grande do Sul, reconhecido por sua capacidade de produção de diesel, está atualmente em uma situação de estoque regular, sem evidências de justificativas técnicas ou operacionais que expliquem a eventual recusa no fornecimento do produto. Contudo, o cenário global é preocupante, visto que os preços da gasolina, do diesel e do querosene de aviação subiram significativamente no exterior. A interrupção do fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz, uma das principais vias de escoamento de petróleo do mundo, decorre do conflito entre países no Oriente Médio, afetando diretamente o mercado global de combustíveis.
Analistas também alertam para o risco de que a continuidade da guerra, somada à pressão de autoridades americanas demandando uma rendição completa do Irã, pode acarretar um aumento ainda maior nos preços. O barril de petróleo está se aproximando da marca de US$ 100, o que poderia pressionar ainda mais os preços dos combustíveis nos mercados.