Feminicídio em Uberaba: Mulher morta pelo marido em frente à filha
No último domingo (8), Dia Internacional da Mulher, um caso trágico ocorreu em Uberaba, no Triângulo Mineiro, onde Taciana Ferreira Rodrigues, de 36 anos, foi morta a tiros pelo marido, Luis Artur Lemos Gomes, guarda civil municipal de 34 anos. A cena aterradora foi testemunhada pela filha do casal, uma menina de apenas oito anos, que relatou os acontecimentos à avó.
Segundo o boletim de ocorrência, a agressão aconteceu após uma discussão motivada por ciúmes, quando o suspeito viu a esposa pintando as unhas dentro de casa. Após atirar na cabeça da mulher, Luis Artur tentou esconder o crime, colocando Taciana em seu carro e fugindo para o Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), onde acabou detido pela polícia.
As autoridades foram acionadas após uma denúncia de que havia uma mulher baleada na casa do casal, localizada no bairro Residencial Paulo Cury. Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a mãe de Taciana, que informou sobre a situação, detalhando que seu genro teria atirado na esposa diante da filha.
Durante as investigações, ficou claro que Luis Artur não tinha planos de se entregar. No hospital, ele se identificou como membro da Guarda Civil Municipal, o que tem gerado muita indignação na população e nas autoridades locais.
No momento em que a equipe da Polícia Militar estava no hospital, foi confirmada a morte da vítima. A Polícia Civil de Minas Gerais está conduzindo as investigações e coletou evidências no local do crime para entender melhor a dinâmica da tragédia.
A prefeita de Uberaba, Elisa Araújo, se manifestou sobre o ocorrido, afirmando que nenhuma função pública deve proteger quem comete atos de violência. Ela reafirmou que o responsável por esse crime será punido com todo rigor da lei e que a administração já tomou as medidas administrativas necessárias em relação ao servidor envolvido.
A filha do casal, que presenciou toda a cena, está recebendo suporte psicológico e atenção da rede de assistência social do município. A prefeitura também expressou seu pesar e indignação pelo feminicídio, especialmente por ter ocorrido em uma data simbólica, que deveria ser um dia de celebração e reflexão sobre os direitos das mulheres.
Relatos da criança indicam que o pai a ameaçou de não contar a ninguém sobre o que havia acontecido, antes de ela conseguir avisar a avó pelo WhatsApp. A resposta da comunidade e das instâncias de poder sobre este caso trágico pode ajudar a conscientizar e reforçar a importância do combate à violência contra a mulher em qualquer forma.