Advogado é preso por abuso sexual de menores no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, um advogado foi detido sob suspeita de ter cometido abuso sexual contra quatro menores e de armazenar material de abuso sexual infantojuvenil. Os crimes ocorreram em 2022 e envolvem vítimas com idades entre 10 e 14 anos. Segundo as investigações, o advogado utilizava um projeto social como meio para se aproximar das vítimas, oferecendo benefícios como lanches e alimentos.
A Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) informou que, nesta terça-feira, o homem foi preso em sua residência, localizada no bairro Grajaú, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A prisão se deu após um trabalho de inteligência que conseguiu identificar o acusado e suas atividades criminosas.
A investigação começou com uma troca de informações entre a polícia brasileira e organismos internacionais, que sinalizavam a produção e o armazenamento de pornografia infantil em dispositivos eletrônicos associados ao advogado. Através de um metódico trabalho de investigação, os agentes da DCAV conseguiram identificar ao menos duas vítimas, ambas com idades de 10 e 14 anos, que eram atendidas no projeto de assistência jurídica do qual o advogado fazia parte.
De acordo com os relatos da DCAV, o advogado explorava a vulnerabilidade financeira de famílias que buscavam apoio jurídico, utilizando sua posição para criar um vínculo de confiança com as crianças e adolescentes. Ele também atuava como professor universitário de Direito Penal e tinha acesso a grupos de estudantes e suas famílias, o que aumentava a sua oportunidade de contato com pessoas em situação crítica.
Com o intuito de manter proximidade e atratividade em relação às suas vítimas, o advogado costumava oferecer pequenos benefícios, como lanches e refeições, criando um ambiente que parecia informal e seguro. Foi na própria casa dele que os abusos aconteciam, e esses atos eram filmados e fotografados pelo acusado.
Na ação realizada pela polícia, além da prisão, foram apreendidas substâncias entorpecentes que agora estão sendo analisadas. O advogado é acusado de estupro de vulnerável, produção e posse de pornografia infantil. Os investigadores ainda buscam identificar outras potenciais vítimas, considerando a natureza da abordagem e a confiança que o acusado cultivou nas comunidades atendidas.