Novo julgamento de acusada de assassinato de fotógrafo em Canoas
A partir de hoje, 10 de março de 2026, inicia-se o novo julgamento de Paula Caroline Ferreira Rodrigues, acusada de participação no assassinato do fotógrafo José Gustavo Bertuol Gargioni, ocorrido em 2015. O caso, que já havia gerado polêmica, recebeu nova atenção após a anulação do julgamento anterior, que havia absolvido Paula em 2023, a pedido do Ministério Público em 2025.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. José Gustavo foi atraído para um encontro com Paula, que, na época, mantinha um relacionamento com Juliano Biron, líder de um grupo criminoso. O Ministério Público alega que Paula facilitou a emboscada que resultou na morte de Gustavo, que foi atingido por 19 disparos.
Durante o novo julgamento, Paula se encontra foragida e não irá comparecer. O advogado Martin Mustschall Gross, que representa Paula ao lado de Filipe Trelles, informou que não farão declarações neste momento. Por outro lado, Juliano Biron, o principal executor do crime, foi condenado a mais de 20 anos de prisão em 2020 e foi capturado na Bolívia em setembro do ano passado, utilizando um nome falso.
O crime brutal chocou a comunidade e foi alvo de investigação intensa. O fotógrafo, que havia sido funcionário do Palácio Piratini, foi encontrado sem vida em julho de 2015, com marcas de tortura e 19 tiros. Testemunhas apontam que Gustavo desapareceu após ir a uma academia, e a polícia conseguiu reunir mais de 300 horas de gravações de 80 câmeras de segurança, detalhando o trajeto que o casal fez antes do homicídio.
A investigação revelou que Gustavo entrou em um veículo onde Paula o aguardava, sem ter ciência de que Juliano estava armado no banco de trás. O desfecho do caso, que perdurou durante anos, será novamente debatido no tribunal, onde as partes advogadas apresentarão suas versões durante as audiências programadas.
Contexto do crime e repercussão
O assassinato de José Gustavo Bertuol representa mais que um crime isolado; é um reflexo de uma rede de violência e crime organizado que afeta diversas regiões do Brasil. O caso destaca a necessidade de medidas efetivas contra crimes violentos e a importância da operação da Justiça em casos complexos.
Canoas, onde ocorreu o crime, permanecia em situação de insegurança, fazendo com que a comunidade local sentisse o peso da ausência de justiça. O novo julgamento é uma oportunidade para revisar a responsabilidade de Paula, que enfrenta agora acusações de homicídio triplamente qualificado, sem os benefícios da liberdade que uma absolvição anterior poderia proporcionar.