Bolsonaro hospitalizado com broncopneumonia aguda
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado no hospital DF Star, em Brasília, com um quadro de broncopneumonia aguda e encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para avaliação. O médico Brasil Caiado, que acompanha sua saúde, descreveu o caso como grave. Segundo informações, Bolsonaro apresentou febre alta, enjoo e um forte mal-estar.
A internação ocorreu em uma sexta-feira, após um quadro clínico que incluiu febre alta, dor de cabeça e calafrios. Em uma declaração à imprensa, Brasil Caiado informou que durante a madrugada, o ex-presidente apresentou sinais preocupantes que exigiram atendimento. A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionada, e Bolsonaro foi transferido rapidamente para o hospital.
O médico detalhou que um exame sanguíneo específico, conhecido como procalcitonina, indicou uma infecção bacteriana de alta gravidade no caso de Bolsonaro. "O quadro é grave, começou na madrugada. E tem um exame específico que chama procalcitonina, que sobe apenas em infecções mais sérias. A dela aumentou de forma drástica na primeira coleta que nós fizemos", explicou Caiado.
Os resultados da tomografia mostraram uma broncopneumonia bilateral, com acentuação do lado esquerdo. Caiado ressaltou que esse quadro é mais alarmante em pacientes acima de 70 anos, pois pode evoluir para septicemia, tornando a situação ainda mais crítica. Como consequência, o tratamento com antibióticos foi iniciado imediatamente.
De acordo com o médico, houve uma pequena melhora, mas Bolsonaro continua reclamando de enjoo, dor de cabeça intensa e dores musculares típicas de uma infecção. Caiado admitiu que ainda é incerto quanto tempo o ex-presidente ficará internado, pois depende da evolução do tratamento.
O hospital DF Star confirmou que Bolsonaro apresenta um quadro de febre alta, queda na saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. Exames de imagem e laboratoriais confirmaram a broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa. Atualmente, ele está sob tratamento com antibióticos intravenosos e suporte clínico não invasivo.
Em um relatório enviado anteriormente ao Supremo Tribunal Federal, a equipe médica havia mencionado que Bolsonaro chegou ao hospital com quadro suspeito de broncopneumonia aguda. O ministro Alexandre de Moraes autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro ficasse como acompanhante durante a internação. Além disso, os filhos de Bolsonaro, incluindo o senador Flávio Bolsonaro, poderão visitá-lo.
Após uma rápida conversa com os médicos, Flávio Bolsonaro declarou que o ex-presidente nunca havia sofrido tanto com acúmulo de líquido nos pulmões devido à broncoaspiração. Na mesma decisão, Moraes determinou segurança reforçada para o ex-presidente no hospital, com vigilância da Polícia Militar, que deverá garantir a segurança e fiscalização 24 horas por dia, mantendo um efetivo mínimo de dois policiais na porta do quarto.