Israel Intensifica Ataques no Sul do Líbano
O cenário de tensão no Oriente Médio se agrava com uma nova escalada de violência entre Israel e o Hezbollah, resultando em ações militares significativas que afetam diretamente a população civil. O exército israelense anunciou a destruição iminente de todos os pontes que conectam o sul do Líbano com o restante do país, com o objetivo declarado de impedir o movimento de militantes do Hezbollah e garantir a segurança das suas fronteiras.
A operação militar israelense, iniciada nos últimos dias, tem como alvo específico os pontos de acesso sobre o rio Litani, estratégicos para o transporte e movimentação de recursos. Avichay Adraee, porta-voz do exército israelense, enfatizou em seu comunicado a necessidade de que civis se dirijam ao norte, evitando a área de conflito.
Com os ataques aéreos, a situação humanitária na região se deteriora a cada dia. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, a ofensiva já resultou em 968 mortes e mais de 2.400 feridos, enquanto a população local enfrenta uma crescente escassez de alimentos e suprimentos básicos. O bloqueio de infraestrutura, como pontes e mercados, tem causado alarmantes consequências na distribuição de ajuda humanitária.
Nesta quarta-feira, um avião da ONU trouxe 36 toneladas de assistência humanitária a Beirute, mas a situação no sul do país é crítica. Quase 250 mil residentes nos 150 municípios localizados ao sul do Litani correm o risco de ficar sem acesso a alimentos e bens essenciais.
A escalada de conflitos teve início em 2 de março, quando o Hezbollah reiniciou as hostilidades contra Israel depois de um longo período de cessar-fogo. Apesar das ordens de evacuação, muitos civis se recusam a deixar suas casas, exacerbando ainda mais a crise humanitária.
Na tarde de quarta-feira, Israel cumpriu suas ameaças, atingindo os três primeiros alvos, incluindo pontes nas áreas de Burj Rahal e Qasmiyeh. Relatos de civis indicam uma corrida para o norte, enquanto a região meridional fica isolada. A ONU já havia alertado sobre a grave situação nos mercados ao sul do Litani, onde muitas atividades comerciais cessaram.
Além de ataques a infraestrutura, os bombardeios também atingiram edifícios residenciais no centro de Beirute, elevando ainda mais a preocupação com a segurança civil. O jornalista Mohammad Sherri, associado ao Hezbollah, foi uma das vítimas fatais desses ataques, o que levantou questionamentos sobre a justificativa da ação militar israelense.
Com os contínuos confrontos, a contagem de mortos entre o pessoal médico e crianças aumenta significativamente, aproximando-se de 116 desde o início da ofensiva. As forças israelenses também têm como alvo instalações de distribuição de combustível associadas ao Hezbollah, que já estão sob sanções dos Estados Unidos.