Capitão Wagner é o novo presidente da federação União Progressistas no Ceará
O ex-deputado Capitão Wagner foi anunciado como presidente da federação União Progressistas no Ceará, uma decisão que pode impactar significativamente as candidaturas no estado para 2026. Com a proximidade das eleições, a federação busca consolidar as legendas como uma alternativa sólida na corrida pelo governo estadual.
Durante a coletiva de imprensa em que oficializou sua nova posição, Wagner enfatizou que a federação atuará como uma oposição ao Partido dos Trabalhadores (PT). Apesar das tentativas do governo de Elmano de Freitas de dialogar e buscar alianças, Wagner reafirmou que a federação mantém um posicionamento firme contra o petismo.
Liderança nas pesquisas
Atualmente, Capitão Wagner é considerado o principal candidato para emplacar a primeira vaga ao Senado na chapa liderada por Ciro Gomes (PSDB), que também se prepara para concorrer ao governo do Ceará. As preliminares mostram Wagner bem posicionado nas intenções de voto, aumentando a pressão sobre as lideranças do PL e a necessidade de acordo para definir um segundo candidato ao Senado.
A negociação com o Partido Liberal (PL) enfrenta desafios, especialmente após uma resistência interna que se fortaleceu devido à intervenção da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. A equipe de Michelle defende que o PL deve optar por apoiar o senador Eduardo Girão (Novo) em vez de Ciro Gomes, criando assim um cenário de tensão entre as lideranças políticas.
Aprovação da federação
A federação União Progressistas foi aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em uma decisão unânime que sucedeu uma análise favorável do Ministério Público Eleitoral. Essa aliança formal entre os partidos permite que atuem como uma única sigla por um período mínimo de quatro anos, compartilhando candidaturas, tempo de televisão e os recursos do fundo eleitoral. Isso dá à federação uma significativa vantagem em termos de visibilidade e suporte para suas propostas eleitorais.
Estatísticas na corrida eleitoral
Uma pesquisa recente do Datafolha, divulgada na segunda-feira, posiciona Ciro Gomes na liderança das intenções de votos para a corrida ao governo do Ceará, alcançando 47% das preferências, enquanto Elmano de Freitas aparece em segundo lugar com 32%. Em um cenário de segundo turno, as distâncias entre os candidatos aumentam, com Ciro conquistando 56% das intenções contra 37% de Elmano. Esses números acendem uma luz de alerta para os candidatos do governo, demonstrando um cenário em evolução que poderá influenciar as estratégias eleitorais do grupo governista.
Reaproximações e novas candidaturas
Além das articulações entre Wagner e Ciro Gomes, o cenário político no Ceará também é moldado por uma reaproximação entre Ciro e o PL. O senador e pré-candidato à presidência, Flávio Bolsonaro, tem se mostrado ativo nesse processo, mantendo diálogos diretos com Ciro. Planeja-se uma visita à capital cearense nas próximas semanas, onde deve aprovar novas alianças e candidaturas para fortalecer a chapa no estado.
No que diz respeito aos possíveis candidatos para a segunda vaga ao Senado, o deputado estadual Alcides Fernandes, pai do presidente estadual do PL, André Fernandes, e a vereadora de Fortaleza, Priscila Costa, têm sido mencionados como cotados. Fora do PL, Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza, também aparece como uma alternativa, ampliando o leque de possibilidades para a chapa federal e estadual nos próximos pleitos.
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