Forças Armadas brasileiras apostam em drones para modernização militar
Acelerando sua capacidade tecnológica, as Forças Armadas do Brasil estão intensificando o uso de drones em operações militares. A Marinha inaugurou recentemente o Esquadrão de Drones Táticos de Esclarecimento e Ataque, localizado no Complexo Naval da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro. Este esquadrão já está desenvolvendo drones kamikaze, projetados para se autodestruir ao atingir seus alvos.
Desde o início da Guerra da Ucrânia, os drones militares têm se tornado cada vez mais proeminentes nos conflitos globais. Com o potencial de transformar a dinâmica das batalhas, as Forças Armadas brasileiras buscam acompanhar essa tendência inicial, integrando tecnologias que são consideradas não apenas eficazes, mas também econômicas.
Desafios e Inovações
Um dos principais desafios enfrentados por essas forças é a formação de pessoal capacitado para operar os novos sistemas. O capitão de Mar e Guerra, Rodrigo Rodrigues, representante do esquadrão, destacou a necessidade urgente de profissionais com habilidades em análise de dados, big data, eletrônica e aviônica.
"É uma mudança grande dentro da Marinha, pois vamos precisar de gente capacitada em análise de dados, big data, eletrônica e aviônica. Vai causar grande evolução em pouco tempo".
Para atender a essa demanda, a Marinha inaugurou a Escola de Drones, situada no Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo. Além de pilotos, a formação incluirá a integração das tecnologias de drones em operações, com foco tanto em vigilância quanto em ações ofensivas.
Capacidades dos Novos Drones
Dentre as inovações, destaca-se o drone kamikaze, que possui alcance de até 5 km e uma autonomia de cerca de 25 minutos. Este modelo foi testado pela Marinha e sua concepção inclui um custo reduzido, tornando-se uma ferramenta eficaz para operações militares.
Rodrigues afirma que o modelo pode produzir bastante efeito contra alvos caros e, com o uso da impressão 3D, o custo de seu desenvolvimento pode variar entre R$ 10 mil a R$ 20 mil. Assim, as operações se tornam mais acessíveis, permitindo que um número maior de contrapartes utilize essa tecnologia de ponta.
Iniciativas Futuras
A Marinha se inspira em experiências passadas, como o veículo aéreo não tripulado Carcará, em uso desde 2007. À medida que se avança, outras tecnologias, incluindo inteligência artificial, estão em processo de desenvolvimento para auxiliar no reconhecimento e na execução de ofensivas simultâneas.