Indonésia inicia proibição de redes sociais para menores de 16 anos
No último sábado, a Indonésia deu início à implementação de uma banimento abrangente das redes sociais para crianças menores de 16 anos. Esta medida tem como principal objetivo prevenir que os jovens tenham acesso a conteúdos prejudiciais, como pornografia, cyberbullying, golpes online e vícios digitais.
Com uma população estimada em 288 milhões de pessoas, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, e cerca de 250 milhões de seus cidadãos são usuários da internet móvel, segundo dados da Statista. Se considerarmos que um quarto da população está abaixo da idade de 16 anos, isso equivale a aproximadamente 72 milhões de jovens afetados pela nova legislação, representando cerca de 0,89% da população global.
Objetivos da nova legislação
Os principais serviços que terão restrições incluem plataformas populares como Roblox, YouTube, TikTok, Facebook, Instagram, Threads, X e o Bigo Live, um serviço de videochamada popular no Sudeste Asiático. Segundo a Associated Press, a proibição é considerada a mais significativa até o momento no que diz respeito à proteção de crianças nas redes sociais.
A implementação da nova lei foi anunciada pelo governo indonésio no início de março e está sendo aplicada de forma gradual. Meutya Hafid, a Ministra de Assuntos Digitais da Indonésia, declarou que "não haverá compromissos com a conformidade e cada entidade empresarial que opera na Indonésia deve respeitar a legislação local".
Transição e penalidades
No entanto, existe um período de transição de um ano, durante o qual as empresas terão a oportunidade de se adequar à nova legislação antes de quaisquer sanções serem aplicadas. Em uma coletiva de imprensa, Hafid enfatizou que, embora a tarefa de implementar essa proibição seja desafiadora, o governo está comprometido em proteger as crianças indonésias, afirmando: "Não é fácil. No entanto, devemos seguir em frente".
Critérios de violação e posicionamento do governo
Recentemente, a Indonésia havia suspenso uma proibição nacional do Grok, um chatbot da xAI ligado a Elon Musk, que esteve envolvido em polêmicas por criar fotos manipuladas de menores sem consentimento. A Ministra Hafid qualificou a prática de deepfakes não consensuais como uma séria violação dos direitos humanos e da dignidade, além de uma ameaça à segurança dos cidadãos no espaço digital.
Com essa nova legislação, a Indonésia busca não apenas proteger seus jovens, mas também se destacar como um exemplo de ações rigorosas na regulação do uso das mídias sociais em um contexto global cada vez mais digitalizado.