Lula aposta em chapa centrista para conquistar Senado em SP
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se mostrou otimista em sua estratégia para conquistar duas vagas no Senado em São Paulo nas próximas eleições. Ao pressionar o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) a ser candidato, Lula acredita que é possível obter um feito inédito: eleger os dois senadores da chapa na mesma eleição. Historicamente, o Partido dos Trabalhadores (PT) apenas elegeu dois senadores aliados em eleições alternadas no estado, mesmo em momentos de alta popularidade de Lula durante seus primeiros mandatos.
A configuração da chapa está baseada em uma composição mais centrista, com a primeira confirmação sendo a ministra do Planejamento, Simone Tebet. Tebet, que antes era do MDB e apoiou Lula no segundo turno das eleições passadas, migrou para o PSB na última semana. Sua presença na chapa oferece uma nova perspectiva ao eleitorado, uma vez que ela já havia votado pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.
"Eles não têm senador para disputar conosco, eles vão inventar nomes. E nós já tivemos dois senadores em São Paulo, podemos voltar a ter. Não sei se Geraldo (Alckmin) vai ser candidato em São Paulo, a vaga de vice está aberta para ele. Sei que a Simone Tebet vai ser uma das candidatas. Nós temos que construir agora o time para ganhar o jogo, não será uma disputa fácil", declarou Lula durante o evento de anúncio da pré-candidatura de Fernando Haddad (PT) ao governo do estado.
Em 2026, os eleitores paulistas terão a oportunidade de votar em dois candidatos ao Senado, uma prática que ocorre a cada 8 anos. Apesar de contar com o apoio da máquina federal, os governos terão um desafio considerável para traduzir o otimismo de Lula em vitórias eleitorais. A mais recente pesquisa Datafolha revela que 64% dos paulistanos aprovam a administração de Tarcísio de Freitas, atual governador, que tem 44% das intenções de voto para reeleição, em comparação a 31% para Haddad. Tarcísio, que estabeleceu alianças estratégicas para sua reeleição, representa um obstáculo significativo para os governistas do PT.
No cenário eleitoral, o deputado federal bolsonarista Guilherme Derrite (PP), que anteriormente foi secretário estadual de Segurança Pública, é um nome forte na corrida pelo Senado. A segunda vaga ainda não está definida, mas deve ser reservada para o PL, influenciado pelo senador Flávio Bolsonaro (RJ) e seu irmão, o ex-deputado Eduardo. No campo do lulismo, há incertezas sobre quem ocupará a segunda vaga, especialmente considerando o desejo de Alckmin de permanecer como vice e a candidatura de Márcio França, ex-governador e aliado recente do PSB.
A alternativa mais viável para o PT pode ser Marina Silva, atual ministra do Meio Ambiente, que tem considerável experiência política e um passado de mais de 20 anos no PT, embora tenha disputado a presidência contra Dilma em 2014. No entanto, líderes petistas acreditam que a chance de Marina se candidatar diminuiu, o que intensifica a busca por candidatos que possam fortalecer a chapa.
O PT paulista já havia demonstrado sua disposição de abrir mão de um candidato ao Senado na eleição anterior, quando decidiu apoiar Márcio França, que liderou as pesquisas de opinião, mas acabou perdendo para o bolsonarista Marcos Pontes (PL). Nas eleições de 2018, após os escândalos da Operação Lava-Jato, o partido optou por uma candidatura tradicional com Eduardo Suplicy e Jilmar Tatto, que juntos receberam apenas 15% dos votos, resultando na eleição de Major Olímpio e Mara Gabrilli, que na época estava no PSDB.
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