O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta quarta-feira (6) que o impacto da alta no preço do petróleo nos combustíveis no Brasil é de aproximadamente 20%. Durante sua participação no programa "Bom dia, ministro", da EBC, Durigan destacou que, apesar do aumento global dos preços do petróleo devido a conflitos no Oriente Médio, o Brasil se encontra em uma posição relativamente estável. Ele ressaltou que o país é um dos menos afetados por essas oscilações, garantindo que não há risco para o abastecimento de combustíveis e que os preços do GLP (gás liquefeito de petróleo) permanecem estáveis.
Durigan também aproveitou a oportunidade para defender o Projeto de Lei (PLP) enviado ao Congresso, que visa autorizar a União a utilizar recursos extraordinários provenientes das receitas do petróleo para reduzir impostos sobre os combustíveis. "Nós temos um debate sobre gasolina e etanol. Para que a gente não aumente o preço da gasolina e do etanol no país, nós pedimos ao Congresso uma autorização que é a seguinte: hoje, se eu não tiver essa autorização, para eu tirar um pouco do tributo da gasolina, eu tenho que aumentar um outro tributo, para manter a neutralidade", explicou o ministro.
Além disso, Durigan comentou sobre a adesão dos Estados à subvenção do diesel, afirmando que todos os Estados já formalizaram sua adesão, exceto Rondônia. Ele lamentou que a falta de adesão desse Estado se deva a questões políticas, afirmando que se o problema fosse técnico, teria sido discutido entre os demais Estados. "É lamentável que a gente tenha questões políticas orientando a decisão do país nesse momento em que estamos fazendo um esforço nacional em benefício da população", completou.
A declaração do ministro ocorre em um contexto de crescente preocupação com os preços dos combustíveis, que têm sido uma questão sensível para o governo e para a população. A alta nos preços do petróleo, impulsionada por tensões geopolíticas, tem gerado debates sobre a necessidade de medidas que possam mitigar os efeitos dessa alta sobre os consumidores brasileiros. O governo, por sua vez, busca alternativas para garantir que os preços não aumentem ainda mais, especialmente em um cenário econômico já desafiador.
A proposta de redução de impostos sobre combustíveis é vista como uma tentativa de aliviar a pressão sobre os consumidores, mas enfrenta resistência em algumas esferas políticas. A aprovação do PLP no Congresso é considerada crucial para que o governo possa implementar essas medidas de forma eficaz. A discussão sobre a política de preços dos combustíveis e a utilização de recursos do petróleo para subsidiar esses preços é um tema que deve continuar a ser debatido nos próximos meses, à medida que o governo busca soluções para enfrentar os desafios impostos pela volatilidade do mercado internacional de petróleo e suas consequências para a economia brasileira.
Os impactos da alta do petróleo nos preços dos combustíveis são uma preocupação constante, especialmente em um país como o Brasil, onde a economia é fortemente dependente do setor de energia. A situação atual exige um equilíbrio delicado entre a necessidade de garantir a estabilidade econômica e a pressão para atender às demandas da população por preços mais acessíveis. O ministro Durigan, ao abordar esses pontos, não apenas informa sobre a situação atual, mas também sinaliza a urgência de ações que possam proteger os consumidores e a economia nacional em tempos de incerteza global.