Com o fim do prazo de desincompatibilização, em 4 de março, dez estados e o Distrito Federal têm novos governadores. Essa alteração no cenário político garante palanques adicionais tanto para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto para Flávio Bolsonaro (PL). No Pará, Lula mantém o apoio do governo sob a nova liderança de Hana Ghassan (MDB). Na Paraíba, Lucas Ribeiro (PP) deve alinhar-se ao petista, mesmo diante do desacordo com a orientação nacional do partido. No Acre e no Distrito Federal, as novas governadoras, Mailza Assis (PP) e Celina Leão (PP), respectivamente, já manifestaram apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.
Dentre os governadores que renunciaram para se tornarem candidatos, 11 passaram pela desincompatibilização, levando a uma movimentação significativa nos palanques estaduais para a Presidência e reorganizando os apoios regionais. Além disso, o PSD ampliou sua bancada para seis governadores, fazendo do partido o que possui maior presença nas unidades federativas. Contudo, a unidade em torno de Ronaldo Caiado (PSD) é incerta, podendo haver divergências regionais na adesão a alianças nacionais.
Atualmente, Lula continua com o respaldo de 11 governadores, incluindo os estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Maranhão, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro ganhou apoio no Acre, enquanto os estados do Amazonas e do Rio de Janeiro estão sob a liderança de interinos.
No Amazonas, Roberto Cidade (União Brasil) assumiu interinamente após as renúncias do governador Wilson Lima e do vice-governador Tadeu de Souza. Ele deve encarar uma eleição indireta em breve, onde apenas os deputados da Assembleia Legislativa votarão. No Rio de Janeiro, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, assumiu o governo após a renúncia do governador Cláudio Castro, que enfrentou processo de cassação.
Acre: Mailza Assis (PP)
Mailza Assis, a nova governadora do Acre, assumiu após a renúncia de Gladson Cameli (PP), com a expectativa de concorrer à reeleição. Ela declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, estabelecendo alianças no campo da direita.
Amazonas: Roberto Cidade (União Brasil)
Roberto Cidade foi nomeado governador interino do Amazonas, assumindo a posição na Assembleia Legislativa. Ele não se manifestou sobre eventual apoio a pré-candidatos à Presidência, aguardando uma eleição indireta em 30 dias.
Distrito Federal: Celina Leão (PP)
Celina Leão, ex-vice-governadora, agora lidera o Distrito Federal após Ibaneis Rocha renunciar. Ela deverá concorrer a reeleição com apoio do PL, ainda em alinhamento com Flávio Bolsonaro.
Espírito Santo: Ricardo Ferraço (MDB)
Ricardo Ferraço agora lidera o Espírito Santo, após a saída de Renato Casagrande (PSB) para disputar o Senado. O novo governador ainda não definiu seu apoio para a Presidência da República.
Goiás: Daniel Vilela (MDB)
Com a saída de Ronaldo Caiado (PSD) para concorrer à Presidência, Daniel Vilela assumiu o governo, se alinhando ao seu antecessor.
Mato Grosso: Otaviano Pivetta (Republicanos)
Otaviano Pivetta assumiu em Mato Grosso, não tendo declarado apoio a nenhum pré-candidato à Presidência, mas se posicionou como pré-candidato a reeleição.
Minas Gerais: Mateus Simões (PSD)
Mateus Simões, vice-governador que agora assumiu o cargo principal, se comprometeu a apoiar a pré-candidatura de Romeu Zema (Novo) à Presidência.
Pará: Hana Ghassan (MDB)
Hana Ghassan assumiu o governo do Pará após a renúncia de Helder Barbalho e já comanda a continuidade das políticas alinhadas a Lula.
Paraíba: Lucas Ribeiro (PP)
Lucas Ribeiro assumiu na Paraíba após João Azevêdo renunciar para concorrer ao Senado. Ele vem de uma família com grande tradição política na região.
Rio de Janeiro: Ricardo Couto (TJRJ)
Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça, está no comando do Rio, o que levanta questões sobre a continuidade de seu governo, considerando a crise política local.
Roraima: Edilson Damião (União Brasil)
Edilson Damião substitui Antônio Denarium como governador de Roraima, se posicionando como pré-candidato à reeleição, porém sem declarar apoio a outros candidatos.