OpenAI e Pentágono Reforçam Acordo em Resposta a Críticas

Por Autor Redação TNRedação TN

[Altman na Casa Branca, diante de ajustes no acordo com o Pentágono]. Reprodução: Gizmodo

OpenAI e Pentágono Reforçam Acordo em Resposta a Críticas

Notícias recentes indicam que a OpenAI e o Pentágono revisaram seu polêmico acordo, acrescentando novas cláusulas que visam reforçar a proteção à privacidade dos cidadãos. Esta mudança vem em meio a crescentes preocupações sobre o uso de inteligência artificial para vigilância.

O CEO da OpenAI, Sam Altman, destacou nas atualizações que o novo acordo inclui termos específicos para garantir que o sistema de IA não será utilizado intencionalmente para vigilância doméstica. As novas adições reafirmam a conformidade com leis aplicáveis que proíbem a monitorização de cidadãos americanos, estabelecendo uma clara linha entre o que é permitido e o que é ilegal.

O contexto dessa revisão se dá em meio ao aumento das tensões entre a OpenAI e sua concorrente, a Anthropic. Recentemente, o New York Times divulgou informações sobre como a Anthropic tornou-se um risco de cadeia de fornecimento após expressar suas preocupações sobre a vigilância e o uso de dados abrangentes não classificados, que podem rastrear a localização física e o histórico de navegação de indivíduos.

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Um porta-voz do Pentágono, Sean Parnell, publicou em suas redes sociais que a instituição não tem interesse em usar IA para vigilância em massa de cidadãos americanos, o que é ilegal. Segundo ele, o objetivo do Departamento de Defesa é assegurar que suas operações permaneçam legais, sem comprometer a segurança nacional.

Preocupações de Sam Altman

Altman expressou em sua conta no Twitter que compartilha das preocupações levantadas pela Anthropic. Ele enfatizou que, embora a vigilância em massa já seja ilegal, é crucial que o Pentágono respeite os novos termos estabelecidos no acordo.

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As mudanças também surgem em um momento em que a OpenAI enfrenta protestos públicos. Uma nova iniciativa chamada "QuitGPT" tem chamado a atenção, convocando um boicote ao ChatGPT. O site do movimento alega que mais de 1,5 milhão de pessoas já se inscreveram, pedindo uma posição clara contra o uso de tecnologias de IA que possam colaborar com práticas de vigilância.

O cenário se complica ainda mais com figuras públicas, como a cantora Katy Perry, que anunciou sua migração para a IA da Anthropic, o que pode impactar negativamente a imagem da OpenAI em um mercado cada vez mais competitivo.

A OpenAI não se pronunciou oficialmente sobre os efeitos dessa controvérsia em sua reputação, mas a empresa afirma estar atenta às demandas e preocupações do público.

Tags: OpenAI, Pentágono, Privacidade, tecnologia, Inteligência Artificial Fonte: gizmodo.com