A indústria de IA recorre ao gás natural para abastecer centros de dados

Por Autor Redação TNRedação TN

The AI industry is turning to an old energy favorite to bring its data centers online fast - Foto: Business Insider

A indústria de inteligência artificial (IA) está passando por uma transformação significativa em sua abordagem em relação à energia, especialmente no que diz respeito ao abastecimento de seus centros de dados. Com a crescente demanda por energia para suportar operações cada vez mais intensivas, as empresas de IA estão recorrendo a uma fonte de energia que há muito tempo era considerada uma alternativa menos sustentável: o gás natural. Essa mudança ocorre em um momento em que a infraestrutura de energia nos Estados Unidos enfrenta desafios para acompanhar o crescimento acelerado dos centros de dados.

Os centros de dados, que são essenciais para o funcionamento de serviços de IA, estão se tornando maiores e mais exigentes em termos de energia. De acordo com Vivian Lee, diretora da Boston Consulting Group, a velocidade na disponibilização de energia é crucial. "Trazer um site online até um ano mais cedo pode ter um impacto econômico significativo", afirma Lee.

O processo típico de construção de um centro de dados leva de dois a três anos, e se a comunidade local não estiver a favor, esse prazo pode se estender ainda mais. Enquanto isso, as atualizações na rede elétrica podem levar de quatro a oito anos, o que leva as empresas de IA a buscar soluções mais rápidas. Uma das maneiras mais rápidas de garantir energia é aproveitar a infraestrutura existente de gás natural.

As usinas de gás podem ser construídas ou expandidas mais rapidamente do que projetos nucleares e estão conectadas a uma extensa rede de gasodutos, oferecendo maior segurança energética em comparação com fontes renováveis. Por exemplo, a Meta está adicionando sete usinas de gás natural ao seu centro de dados Hyperion na Louisiana, enquanto Chevron e Engine No. 1 estão colaborando com a Microsoft para construir usinas de gás natural ao lado de centros de dados no Texas.

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O retorno do gás natural à voga é notável, especialmente considerando que as grandes empresas de tecnologia, como Google, Amazon e Microsoft, haviam se comprometido anteriormente com a energia renovável. No entanto, a pressão econômica e a necessidade urgente de atender à demanda crescente por energia estão levando essas empresas a reconsiderar suas opções. Jamie Webster, diretor sênior da Boston Consulting Group, observa que "a métrica mais importante agora é a velocidade para obter energia — e uma grande quantidade dela.

É por isso que o gás está de volta ao foco". Embora o gás natural produza menos dióxido de carbono por unidade de energia em comparação com o carvão ou o petróleo, ele ainda é um combustível fóssil e contribui para a crise climática. Essa mudança de foco das empresas de tecnologia em direção ao gás natural levanta questões sobre a sustentabilidade e o compromisso com as energias renováveis.

A tecnologia de captura de carbono, que visa reduzir as emissões associadas ao uso de gás natural, ainda está em estágios iniciais de desenvolvimento e escalonamento. A crescente demanda por energia, impulsionada em parte pela eletrificação e pela necessidade de resfriamento, está criando um "superciclo estrutural". Isso significa que a pressão sobre o fornecimento de energia está aumentando, e muitas vezes, o gás natural é visto como uma das maneiras mais rápidas de atender a essa demanda.

As empresas de IA estão, portanto, em uma corrida para garantir energia suficiente para suportar suas operações, mesmo que isso signifique voltar a depender de fontes que antes eram consideradas menos desejáveis. Essa mudança de paradigma na indústria de tecnologia destaca a complexidade das decisões energéticas em um mundo que busca equilibrar crescimento econômico e responsabilidade ambiental. À medida que as empresas de IA continuam a expandir suas operações, a forma como elas abordam suas necessidades energéticas será um fator crítico para o futuro da tecnologia e do meio ambiente.

Tags: Inteligência Artificial, Gás Natural, Centros de Dados, Energia Renovável, tecnologia Fonte: www.businessinsider.com