O GPT-6 Cyber, modelo de inteligência artificial da OpenAI especializado em cibersegurança, identificou vulnerabilidades no Linux e no Firefox, segundo informações publicadas pelo Olhar Digital. A empresa restringirá o acesso inicial a clientes aprovados do programa Daybreak Red.
Testes apontam capacidade de identificar e explorar falhas
No Linux, o modelo reproduziu 1.724 vulnerabilidades e desenvolveu explorações funcionais para 948 delas. A OpenAI informou que comunicou 304 descobertas críticas aos responsáveis pelo projeto, acompanhadas de possíveis correções. Segundo o Olhar Digital, as demais falhas encontradas também estão em processo de correção.
No Firefox, o GPT-6 Cyber identificou 81 vulnerabilidades inéditas classificadas como de alta gravidade pela Mozilla. A análise também indicou que outros 30 problemas já conhecidos eram mais graves do que se acreditava. A OpenAI forneceu testes reproduzíveis e propostas de correção à equipe do navegador, que começou a disponibilizar atualizações para resolver parte das falhas.
Em avaliações de desempenho, o modelo obteve 48,5% no ExploitGym, teste que mede a capacidade de explorar vulnerabilidades específicas em sistemas remotos. O resultado foi apresentado como uma melhora relativa de 51% em comparação com os 32,1% do GPT-5.6 Cyber. Em outro teste, de identificação de falhas em aplicações web sem acesso ao código-fonte, encontrou 40,3% das vulnerabilidades, ante 32% do GPT-6 Astra.
Acesso limitado e medidas de controle
A OpenAI classificou o GPT-6 Cyber como Crítico em cibersegurança, acima da categoria Alta atribuída ao GPT-5.6 Cyber na estrutura de avaliação de riscos da empresa. Segundo o Olhar Digital, o modelo desenvolve métodos para explorar vulnerabilidades e também ajuda a propor correções.
Inicialmente, o acesso será pela API e pelo Codex para um grupo selecionado de clientes aprovados do Daybreak Red. A OpenAI pretende ampliar gradualmente a disponibilidade aos demais participantes dessa modalidade. A empresa também anunciou subsídios de US$ 1 bilhão para facilitar o acesso às ferramentas do Daybreak por equipes com recursos limitados, incluindo órgãos governamentais e prestadores de serviços essenciais.
Para reduzir o risco de uso indevido, a OpenAI informou que monitora atividades suspeitas, restringe o uso de credenciais comprometidas e mantém mecanismos para bloquear assistência em ataques não autorizados contra sistemas críticos. A empresa recomenda ainda ambientes isolados e supervisão humana em operações de alto risco.