Anielle Franco relembra mensagens de Marielle às mulheres

Por Autor Redação TNRedação TN

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, recordou no último sábado (08) algumas mensagens de sua irmã Marielle Franco. Ela mencionou que "há 8 anos, Marielle já mandava um papo no #8M que continua atual". Essa publicação trouxe à tona alguns posts da vereadora, compartilhados em 08 de março de 2017, durante o Dia Internacional da Mulher.

Na ocasião, Marielle fez uma série de observações relevantes em formato de tópicos, destacando a importância da reflexão e do empoderamento feminino:

  • 1) "Você não é como as outras" não é elogio;
  • 2) Ser lésbica não é falta de homem;
  • 3) Ciúme possessivo não é amor;
  • 4) Mulher de amigo seu continua sendo mulher;
  • 5) Não, ela não estava pedindo;
  • 6) Aliás, não é não. Mesmo;
  • 7) Cinderela só no conto de fadas, precisamos de transporte público a noite inteira;
  • 8) A mulher não gera um filho sozinha. Repita até entender;
  • 9) Depois que entender, repita o quanto puder: o filho também é responsabilidade do pai.

Com essas afirmações, Marielle Franco buscou provocar uma reflexão profunda sobre a realidade das mulheres e seus direitos. Seu legado permanece vivo, especialmente ao abordarmos questões de igualdade e empoderamento no contexto atual.

Infelizmente, o assassinato de Marielle e do motorista Anderson Gomes ocorrerá em breve, completando 7 anos no dia 14 de março de 2025. O crime, que chocou o Brasil e o mundo, se deu quando Ronnie Lessa, com Élcio Queiroz como motorista, disparou 13 vezes contra o veículo onde estavam. Quatro disparos atingiram a cabeça da vereadora, que se destacou por sua luta contra as milícias e pela defesa dos direitos humanos. Anderson também foi alvejado e uma assessora que estava com eles ficou ferida por estilhaços.

Os acusados, Ronnie Lessa e Élcio Queiroz, foram presos em março de 2019. A investigação revelou que o crime foi relacionado à atuação da vereadora contra a violência e a corrupção na zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com delações, os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão, junto com o ex-chefe da Polícia Civil do Rio, Rivaldo Barbosa, foram identificados como mandantes do crime. Desde março de 2024, todos estão cumprindo pena em presídios federais, apesar de negarem a participação no crime.

No ano passado, Ronnie Lessa foi condenado a 78 anos e 9 meses de prisão, enquanto Élcio Queiroz recebeu uma pena de 59 anos e 8 meses. Além das penas de reclusão, ambos foram obrigados a pagar uma pensão ao filho de Anderson Gomes até que ele complete 24 anos. Foi estipulada, ainda, uma indenização por danos morais às famílias, totalizando cerca de R$ 3,5 milhões. O Ministério Público do Rio de Janeiro também apresentou um recurso visando aumentar as penas dos condenados.

Com essas reflexões e lembranças, é fundamental que a sociedade continue debatendo e lutando pelos direitos das mulheres, honrando o legado de figuras como Marielle Franco.

Nos conte, o que você acha das mensagens que Marielle deixou? Como você se envolve na luta pelos direitos das mulheres? Compartilhe suas opiniões e ajudemos a divulgar essa importante causa.

Tags: Marielle, Anielle, Direitos, Igualdade, Rio de Janeiro Fonte: www.cnnbrasil.com.br