Urgência da Adaptação Climática em Belém para COP30

Por Autor Redação TNRedação TN

Obras de drenagem são essenciais em Belém para prevenir alagamentos durante a COP30. Reprodução: Globo

Adaptação Climática: Uma Urgência em Belém

A adaptação climática deve ser uma prioridade em investimentos de infraestrutura, especialmente no contexto da COP30. Em Belém, obras de drenagem são necessárias para prevenir inundações, evidenciando a falta de resiliência em diversas áreas do Brasil.

Desastres Climáticos Crescentes

Um estudo recente aponta um alarmante aumento de 222% em desastres causados por chuvas entre 2020 e 2023, um reflexo das mudanças climáticas que intensificaram a frequência e a severidade desses eventos. Com as chuvas, inundações são comuns em Belém, principalmente em novembro, o que torna as obras de drenagem ainda mais urgentes.

A Falta de Ação em Adaptação

Apesar da urgência das obras, a transição de planos para ações concretas ainda é lenta. A COP30, que tem a adaptação como um tema central, mostrou nas reuniões preparatórias, especialmente em Bonn, que existem muitos desafios a serem enfrentados. Países desenvolvidos e em desenvolvimento divergem em relação ao financiamento e aos indicadores das Metas Globais de Adaptação.

Desafios na Implementação

Embora as discussões tenham reduzido os indicadores de 9 mil para 490, ainda há uma falta de consenso sobre como proceder. A necessidade imperativa de políticas públicas que integrem a adaptação em todos os níveis de investimento é fundamental para garantir a eficácia das ações.

Papel da Inovação na Adaptação

De acordo com Roberto Waack, um especialista na área, a inovação é crucial para casar soluções baseadas na natureza com as científicas. Para Waack, a complexidade de estabelecer critérios para a adaptação supera a da mitigação, com foco na necessidade de integrar as mudanças climáticas nas diversas estruturas de infraestrutura.

Integrando Adaptação na Infraestrutura

Incluir a adaptação climática em todos os projetos de infraestrutura é vital. Saneamento, energia, transporte e até mesmo edifícios residenciais devem considerar os efeitos climáticos. Investir em resiliência não é apenas uma diretriz; é uma necessidade urgente para afrontar os desafios climáticos que a sociedade já enfrenta.

Conclusão: Uma Chamada à Ação

Há um risco real de que a conferência em Belém produza mais metas desconectadas das realidades urgentes do clima. Contudo, isso não pode ser uma desculpa para a paralisia que se observa em muitos setores, seja governamental ou social. O compromisso com a adaptação e a resiliência é essencial para o futuro do Brasil.

Ana Lucia Azevedo é repórter especial do GLOBO.

Tags: Adaptação Climática, COP30, Infraestrutura, Mudanças Climáticas, Resiliência Fonte: oglobo.globo.com