Eduardo Bolsonaro abre mão da Presidência se dois nomes entrarem

Por Autor Redação TNRedação TN

Eduardo Bolsonaro afirma não concorrer à Presidência, a menos que Flávio e Carlos entrem no pleito. Legenda da imagem. Reprodução: Retorno do item 11

Contexto político da família Bolsonaro

Em entrevista, Eduardo Bolsonaro manteve posição irredutível sobre lançar candidatura à Presidência e só abriria mão do posto se dois nomes da família aceitassem concorrer: Flávio e Carlos Bolsonaro, conforme confirmação de auxiliares diretos do parlamentar. A leitura dele é de que, com Jair Bolsonaro inelegível, o capital político precisa permanecer na família e, portanto, um dos três filhos do ex-presidente deveria encabeçar a disputa contra Lula.

O papel dos irmãos: caminhos possíveis

Carlos Bolsonaro é visto como carta fora do baralho para a disputa presidencial, pois deixou claro que pretende concorrer ao Senado por Santa Catarina. Flávio Bolsonaro sinaliza publicamente que seu projeto é a reeleição ao Senado do Rio de Janeiro, mas aliados da família e alguns parlamentares do Centrão avaliam que há chance de ele mudar de rota e mirar a Presidência, caso feche acordo com o pai.

Diante da possibilidade de nenhum dos irmãos encabeçar a disputa e da manutenção da inelegibilidade do pai, Eduardo avalia concorrer ao Palácio do Planalto mesmo contra a vontade de Bolsonaro. Ele segue resistente a dar qualquer apoio a Tarcísio de Freitas ou a qualquer nome da direita que não seja de sua família.

Plano de atuação no exterior e estratégias de comunicação

O deputado tem dedicado todos os esforços para que os Estados Unidos mantenham a pressão sobre as autoridades brasileiras, com o objetivo de fazer avançar uma anistia que beneficie o pai. Mesmo com grandes chances de as ações não surtirem efeito nessa frente, Eduardo traça o plano de entrar na disputa presidencial a partir do exterior. Ele acredita que, assim como Jair conseguiu mobilizar pessoas para o sete de setembro sem estar presente no evento e sem acesso às redes sociais, ele também teria alcance significativo junto à base bolsonarista mesmo vivendo fora do país.

Eduardo sustenta que manterá acesa a chama do movimento que o articula e se diferenciará do que descreve como

direita permitida
, inviabilizando que Tarcísio de Freitas se apresente como o legítimo representante da direita, caso dispute a Presidência.

Perspectivas futuras e implicações políticas

A estratégia descrita pelo parlamentar depende de decisões da família e do andamento de questões legais, bem como das pressões internacionais. Analistas lembram que qualquer descolamento entre Eduardo e o caminho defendido por Flávio ou Carlos pode redesenhar o impacto da polarização e alterar o equilíbrio entre as alas da direita. A leitura entre aliados é de que o protagonismo da corrida presidencial pode, no fim, ficar mais próximo do que hoje se imagina.

Tags: Eduardo Bolsonaro, Bolsonarismo, Presidência, SenadoSantaCatarina, Tarcísio de Freitas Fonte: oglobo.globo.com