Tragédias Marcam a História do Sambódromo da Sapucaí

Por Autor Redação TNRedação TN

[Sapucaí já presenciou atropelamentos e mortes durante desfiles.]. Reprodução: Veja

Tragédias Marcam a História do Sambódromo da Sapucaí

O Carnaval no Rio de Janeiro é um dos eventos mais esperados do ano, atraindo milhões de turistas e cariocas para a Marquês de Sapucaí. No entanto, apesar da celebração e da alegria, a história do Sambódromo também é marcada por episódios tristes e tragédias que deixaram sua marca ao longo dos anos.

Dentre os diversos incidentes que ocorreram, destacam-se algumas ocorrências que afetaram profundamente o espírito dos desfiles. Em 1990, uma das alegorias da Beija-Flor entrou em contato acidentalmente com um cabo de alta tensão, resultando na morte de um integrante e ferindo outros dois. O acidente aconteceu antes da entrada oficial da escola na competição, mas foi o suficiente para marcar aquele carnaval de forma trágica.

No ano seguinte, em 1992, o desfile da Unidos da Viradouro foi interrompido por um incêndio que atingiu um dos carros alegóricos. Mesmo sem feridos, a correria das pessoas para deixar a alegoria causou momentos de desespero, incluindo a atriz Leila Amorim, que estava entre os destaques. Este incidente provocou uma série de questionamentos sobre a segurança durante os desfiles.

Outro caso lamentável ocorreu em 2003, quando a atriz Neuza Borges caiu do quarto carro alegórico da Unidos da Tijuca. O acidente resultou em uma grave fratura na bacia, levando a uma cirurgia complexa que exigiu a colocação de vinte e dois pinos. Anos depois, a agremiação foi condenada a pagar uma indenização de 700 mil reais pela ocorrência.

Em 2017, uma das alegorias da Paraíso do Tuiuti perdeu o controle e atropelou vinte pessoas. Tragicamente, a radialista Elizabeth Ferreira Jofrena não sobreviveu, vindo a falecer dois meses após o acidente. Na mesma noite, o mesmo tipo de incidente ocorreu com a Unidos da Tijuca, mas felizmente sem vítimas fatais.

Mais recentemente, em 2022, a pequena Raquel Antunes da Silva, de apenas 11 anos, perdeu a vida após ser prensada por um carro alegórico da escola Em Cima da Hora durante a dispersão no Sambódromo. Raquel passou por várias cirurgias e enfrentou a amputação de uma das pernas antes de sucumbir aos ferimentos.

A segurança durante os desfiles é um tema que exige atenção constante, com a necessidade de implementação de medidas efetivas para preservar a vida e a integridade dos foliões e participantes. O Carnaval, que deve ser um ato de celebração, não pode ser lembrado apenas por esses trágicos episódios. Cada incidente serve como um alerta para a necessidade de prevenção e cuidado nas próximas edições.

Tags: Sambódromo Sapucaí, História Carnaval, Acidentes Carnaval, Tragédias Rio de Janeiro, Segurança no Carnaval Fonte: veja.abril.com.br