Prêmio Jovem Cientista impulsiona novas gerações na pesquisa

Por Autor Redação TNRedação TN

Jovens cientistas recebem o Prêmio Jovem Cientista em Brasília. Reprodução: Oglobo

Reconhecimento transforma carreiras de jovens pesquisadores

O Prêmio Jovem Cientista é um marco significativo na trajetória de jovens pesquisadores em diversas áreas. Este reconhecimento não apenas destaca suas pesquisas, mas também os impulsiona a continuarem suas investigações e ampliarem o alcance de seus estudos. Para esta edição, as inscrições estão abertas e o prêmio busca estimular ideias inovadoras que possam contribuir para o bem comum.

Entre os ganhadores recentes estão Kamila Ramponi, da área de saúde alimentar, e Arienny Carina Ramos Souza, que se destacou com pesquisas sobre violência de gênero. Ambas utilizaram a visibilidade e o apoio conquistados através do prêmio para dar continuidade a seus trabalhos acadêmicos e desenvolver projetos significativos.

Kamila Ramponi e a busca por alternativas saudáveis

Kamila Ramponi, que conquistou o terceiro lugar na categoria de ensino superior na 28ª edição do prêmio, desenvolveu um projeto inovador durante sua passagem pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Sua pesquisa focou na criação de uma gordura estruturada à base de óleos vegetais e fitoesterol, que visa oferecer uma alternativa mais saudável às gorduras tradicionais, abordando uma questão direta de saúde pública: as doenças cardiovasculares.

— O prêmio veio como uma autoafirmação de que eu estava no caminho certo — relembra Kamila.

Esse reconhecimento não apenas trouxe visibilidade a seu trabalho, mas também abriu portas para a continuidade de sua formação. Kamila conseguiu converter a bolsa recebida em um doutorado, essencial para o avanço de sua carreira. Atualmente, ela atua como especialista em pesquisa e desenvolvimento na Cargill, onde continua contribuindo para a inovação na área de alimentos.

Arienny Carina Ramos Souza e a luta contra a violência de gênero

Arienny Carina Ramos Souza, por outro lado, foi vencedora na 30ª edição do prêmio, destacando-se com uma pesquisa sobre o assédio sexual de professores contra alunas nas redes sociais. Sua investigação trouxe à luz questões profundamente enraizadas nas relações de poder e violência de gênero, especialmente entre mulheres negras e periféricas.

A pesquisa resultou em ações concretas, como a implementação de políticas institucionais que visam combater esse tipo de violência, além da elaboração de uma cartilha para incentivar denúncias e responsabilização dos agressores.

— Ganhar o prêmio transformou a minha trajetória acadêmica, profissional e pessoal — afirma Arienny.

Agora, aos 24 anos, ela cursa mestrado em Sociologia e Antropologia na Universidade Federal do Pará, e continua sua pesquisa, explorando as dinâmicas da violência de gênero no ambiente digital. Para Arienny, o prêmio também possui um significado coletivo, sendo uma ferramenta de resistência e inspiração para outras mulheres.

Prêmio Jovem Cientista 2026

Com o tema “Inteligência artificial para o bem comum”, a 32ª edição do Prêmio Jovem Cientista pretende incentivar projetos que usem a tecnologia visando enfrentar problemas sociais. Os participantes poderão concorrer a laptops, bolsas de pesquisa e prêmios financeiros que variam entre R$ 5 mil e R$ 40 mil.

As inscrições estão abertas até 31 de julho, e a iniciativa é promovida pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com a Fundação Roberto Marinho e com o suporte da Shell, Editora Globo e Canal Futura.

Tags: Pesquisa Científica, Educação, Juventude, Violência de Gênero, Inteligência Artificial Fonte: oglobo.globo.com