A Defesa Civil de Santa Catarina confirmou a passagem de um tornado por Chapecó, no oeste do estado, na manhã de quarta-feira (4). O tornado em Chapecó, Santa Catarina, foi acompanhado por rajadas de vento de até 107 km/h e causou danos em diversas estruturas, especialmente na região sul da cidade.
Danos em estruturas e impacto no aeroporto
O Aeroporto Serafim Enoss Bertaso foi afetado pela força dos ventos, que arrancaram parte da cobertura e danificaram instalações do terminal de passageiros e da área operacional. Pousos e decolagens no aeroporto estão suspensos por tempo indeterminado, enquanto equipes da concessionária Voe Xap realizam vistorias para avaliar os danos e planejar a retomada das operações.
Além do aeroporto, a Universidade de Chapecó, um seminário e outras estruturas sofreram prejuízos. Segundo Walter Parizotto, diretor da Defesa Civil de Chapecó, a região sul da cidade foi a mais afetada. Em razão do tornado, as aulas nas redes municipal e estadual estão suspensas.
Interrupção de energia e condições meteorológicas severas
Por volta das 12h30, mais de 200 mil unidades consumidoras em Santa Catarina estavam sem energia elétrica, com Chapecó registrando cerca de 102 mil unidades afetadas. Outras cidades como São Miguel do Oeste, Concórdia e Joaçaba também tiveram interrupção no fornecimento.
A Defesa Civil mantém alerta vermelho para Santa Catarina, indicando alto risco de tempestades no estado. As previsões apontam para chuvas intensas acima de 60 mm por hora, ventos superiores a 100 km/h e possibilidade de granizo.
Avanço dos temporais para o Paraná
O sistema de instabilidade que provocou o tornado em Chapecó avança para o Paraná nesta quarta (4). A intensificação de um sistema de baixa pressão entre países vizinhos e o Sul do Brasil eleva o risco de temporais em todo o Paraná, especialmente na região sul.
Julia Munhoz, meteorologista do Simepar, explicou que entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira (5) ocorrerá a formação de um ciclone extratropical na costa da Região Sul, junto ao avanço de uma frente fria. Essa combinação aumenta as chances de tempestades severas, com possibilidade de supercélulas que devem se deslocar da metade sul para o norte do Paraná, trazendo chuva forte, raios, ventos acima de 80 km/h e granizo com pedras maiores que 2 cm.
Munhoz destaca a necessidade de atenção especial nas regiões sudoeste, oeste e noroeste do Paraná, onde os níveis de instabilidade são maiores e a probabilidade de fenômenos severos aumenta.