Desemprego varia de 2,7% em SC a 10% no AP no 1º trimestre; veja ranking

Por Autor Redação TNRedação TN

Desemprego varia de 2,7% em SC a 10% no AP no 1� trimestre; veja ranking - Foto: Folha de S.Paulo

No primeiro trimestre de 2026, a taxa de desemprego no Brasil apresentou variações significativas entre os estados, conforme dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no dia 14 de maio. Santa Catarina se destacou com a menor taxa de desemprego, de apenas 2,7%, enquanto o Amapá registrou a maior taxa, de 10%. Esses números refletem a diversidade econômica e as condições de mercado de trabalho em diferentes regiões do país.

A taxa de desemprego nacional foi de 6,1% no primeiro trimestre, um aumento em relação aos 5,1% registrados nos últimos três meses de 2025. Apesar desse aumento, o patamar de 6,1% é considerado o menor para o primeiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, que começou em 2012. A divulgação dos dados estaduais complementa as informações já publicadas pelo IBGE em 30 de abril, que apresentaram a taxa nacional.

O aumento do desemprego foi observado em 15 estados, enquanto em 12 unidades da federação a taxa permaneceu estável. Entre os estados que registraram aumento, o Ceará teve a maior elevação, com um acréscimo de 2,3 pontos percentuais. Outros estados que também apresentaram altas significativas foram Acre (+1,8 p.

p.) , Tocantins (+1,6 p. p.)

e Mato Grosso do Sul (+1,4 p. p.) William Kratochwill, analista do IBGE, explicou que o aumento do desemprego no primeiro trimestre é uma tendência histórica no Brasil, geralmente relacionada à dispensa de trabalhadores temporários após as festividades de fim de ano.

Essa dinâmica é comum em setores como comércio, educação e saúde, onde muitos contratos temporários são encerrados. No entanto, ele também destacou que 12 estados conseguiram manter a estabilidade na taxa de desemprego, indicando que o mercado de trabalho conseguiu absorver, de alguma forma, os contratos temporários que foram encerrados. Os dados da Pnad abrangem a população de 14 anos ou mais, e para ser considerada desempregada, uma pessoa precisa estar sem qualquer tipo de emprego e ativamente procurando por trabalho.

No primeiro trimestre de 2026, o número total de desempregados no Brasil foi estimado em 6,6 milhões, dos quais 1,1 milhão estava à procura de trabalho há dois anos ou mais, representando 16,5% do total. Este percentual é o menor registrado na série histórica, o que pode ser interpretado como um sinal de aumento do dinamismo no mercado de trabalho, apesar do aumento geral do desemprego. A pesquisa também revelou que a maioria dos desempregados estava em busca de trabalho há menos de um ano, com 51,4% desse grupo procurando emprego por um período que varia de um mês a menos de um ano.

João Mário de França, do FGV Ibre, comentou que, apesar da taxa básica de juros elevada, o mercado de trabalho continua aquecido, embora as desigualdades regionais persistam. Ele observou que a economia do Nordeste, por exemplo, ainda enfrenta desafios, com uma alta taxa de informalidade e poucos setores de alta produtividade. A taxa de informalidade no Brasil também é uma preocupação, com estados como Maranhão (57,6%), Pará (56,5%) e Amazonas (53,2%) apresentando as maiores proporções de trabalhadores informais.

Em contraste, Santa Catarina, com 25,4%, e o Distrito Federal, com 28,1%, têm as menores taxas de informalidade. Em termos de renda, o Brasil registrou uma renda média habitualmente recebida de R$ 3. 722 por mês no primeiro trimestre, um valor recorde na série histórica.

O Distrito Federal teve a maior renda média, de R$ 6. 720, enquanto o Maranhão apresentou a menor, com R$ 2. 240.

Esses dados indicam que, apesar das dificuldades enfrentadas por muitos trabalhadores, há um crescimento na renda em várias regiões do país. A situação do mercado de trabalho no Brasil continua a ser um tema complexo, com variações significativas entre estados e setores. O aumento do desemprego no primeiro trimestre de 2026, embora preocupante, é parte de uma dinâmica que reflete a sazonalidade do trabalho e as características econômicas regionais.

O desafio permanece em encontrar soluções que promovam a inclusão e a formalização do trabalho, especialmente em regiões mais vulneráveis.

Tags: Desemprego, taxa de desemprego, Mercado de Trabalho, IBGE, Santa Catarina Fonte: redir.folha.com.br