No Brasil, a B3 está com o pregão suspenso em função do feriado de Carnaval. Entretanto, no mercado americano, a negociação dos recibos de ações de empresas brasileiras prossegue normalmente.
O índice Dow Jones Brazil Titans 20 ADR (BR20) registrar alta de 2,45%, alcançando 16.351,11 pontos nesta manhã de segunda-feira (03). Além disso, o ETF EWZ, que representa o Brasil, também teve uma valorização de 1,68%, sendo cotado a US$ 24,52. Apesar de um início misto nas bolsas dos EUA, que acabaram revertendo a tendência e apresentando quedas diante de dados econômicos e preocupações com tarifas, algumas ações brasileiras continuam em ascensão.
Até às 15h30 (horário de Brasília), o índice Dow Jones apresentava uma queda de 0,90%, o Nasdaq recuava 1,50% e o S&P 500 baixava 0,98%.
O BR20 integra os ADRs das principais empresas listadas no Brasil, enquanto o EWZ é o principal ETF brasileiro negociado no exterior, replicando o índice MSCI Brazil. No meio da tarde, a Embraer destacou-se com uma valorização de 8,2%, sendo a maior alta do pregão. Outros ADRs que se destacaram com valorização foram: Bradesco (alta de 3,33%), CSN (alta de 3,5%) e Gerdau (alta de 2,83%). No entanto, a Azul viu suas ações caírem 2,99%, destacando-se como a exceção no cenário positivo dos ADRs brasileiros.
A Vale também apresentou uma leve alta de 0,95%, mesmo em um ambiente de quedas suaves no preço do minério de ferro, que encerrou o dia com uma desvalorização de 0,76% na Dalian, na China.
Além disso, nesta segunda-feira, a agenda de indicadores macroeconômicos está bastante esvaziada, mas os principais focos são os PMIs do setor industrial tanto do Brasil quanto da Europa e dos EUA. Na Europa, o PMI final do setor industrial, compilado pela S&P Global, subiu para 47,6 em fevereiro, superando a estimativa de 47,3 e se aproximando da linha de 50, que distingue crescimento de contração, embora ainda permaneça abaixo desse nível há mais de um ano.
Na China, o indicador Caixin, que foi divulgado durante a madrugada, apresentou um crescimento na produção, marcando 50,8, evidenciando uma leve recuperação em relação ao limite de 50 que indica expansão.
As bolsas europeias, por sua vez, participaram do movimento de alta nesta segunda-feira, 3, impulsionadas pelas expectativas de um aumento nos gastos com defesa pela União Europeia e pelo Reino Unido, em meio a negociações para encontrar um acordo sobre a guerra entre Ucrânia e Rússia, mediadas pelos Estados Unidos. Além disso, os investidores continuam atentos à próxima decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), programada para quinta-feira próxima.
Na região da Ásia-Pacífico, os mercados também apresentaram recorrentes altas nesta manhã, enquanto aguardam os desdobramentos dos planos do presidente dos EUA, Donald Trump, relacionados a novas tarifas sobre importantes parceiros comerciais. O secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, afirmou à Fox News no domingo que a tarifa exata que será aplicada ao México e ao Canadá a partir de terça-feira é incerta, o que poderia indicar um percentual inferior aos 25% propostos. Contudo, uma tarifa adicional de 10% sobre importações da China já está confirmada. O Índice Nikkei 225 do Japão subiu 1,7% e encerrou o dia em 37.785,47. O Hang Seng de Hong Kong teve uma alta de 0,44%, enquanto o CSI 300 da China continental caiu 0,04%, fechando em 3.888,47. O S&P/ASX 200 da Austrália encerrou o pregão com um ganho de 0,9%, a 8.245,7.
No campo das commodities, os preços do petróleo estão apresentando leve alta, acompanhando as discussões em torno do processo de paz na Ucrânia. O presidente Trump mencionou, em um de seus posts sobre a situação entre a Ucrânia e Rússia, uma “terça grandiosa”, mas forneceu poucos detalhes sobre o tema, levando analistas a especularem que anúncios esperados poderiam estar associados às tarifas ou à guerra.