Marinha investiga afundamento de barcaça em Corumbá

Por Autor Redação TNRedação TN

Marinha investiga afundamento de barcaça em Corumbá - Foto: Campo Grande News

A investigação do **afundamento de barcaça** da Lhg Mining no Rio Paraguai, em Corumbá, terá prazo de até 90 dias para ser concluída pela Marinha do Brasil. O acidente ocorreu no Porto Gregório Curvo, em Porto Esperança, e a causa ainda não havia sido confirmada pela instituição, segundo o Campo Grande News.

O inquérito foi aberto para apurar as causas do acidente e possíveis responsabilidades. A análise inclui as condições estruturais da embarcação, a quantidade de minério transportada e a distribuição da carga. Representantes da mineradora e trabalhadores portuários deverão prestar depoimento.

Falhas no material e problemas no carregamento estão entre as hipóteses que serão verificadas, mas ainda não foram apontadas como causas do afundamento. O comandante da Capitania dos Portos do Pantanal, capitão de fragata Eduardo Miranda, informou o prazo à Câmara Municipal de Corumbá na terça-feira (3), conforme relato do Diário Corumbaense citado pelo Campo Grande News.

Segundo Miranda, a embarcação tinha documentação regular, seguro e certificação de uma entidade classificadora. A Capitania dos Portos fez a última inspeção em 24 de julho e autorizou a operação. O comandante ponderou, porém, que a aprovação não elimina a possibilidade de falhas estruturais; a barcaça tinha mais de dez anos de uso.

Retirada depende de plano aprovado

A Lhg Mining manifestou interesse em retirar a estrutura do rio, mas precisa apresentar um plano elaborado por empresa credenciada e profissionais habilitados. A Capitania deverá avaliar o documento e encaminhá-lo ao Comando do 6º Distrito Naval. Os trabalhos só poderão começar após a autorização.

O local do acidente permanecia isolado e sinalizado. As atividades do terminal estavam suspensas, sem previsão de retomada. A reabertura depende da retirada segura da barcaça e da avaliação das condições do terminal. A Marinha ainda não havia informado quanto tempo o procedimento de retirada levaria.

Órgãos avaliam possíveis danos ambientais

O Ibama e o Imasul acompanham a situação e avaliam possíveis danos ao Rio Paraguai. As análises incluem a qualidade da água, a presença de materiais e eventuais alterações na turbidez. Os órgãos também verificam se houve vazamento de minério durante o afundamento.

A Capitania dos Portos deverá apresentar os resultados da investigação quando concluir o inquérito. Eduardo Miranda também colocou a instituição à disposição da Câmara Municipal para novos esclarecimentos.

Tags: Marinha Do Brasil, LHG Mining, Rio Paraguai, Corumbá, Porto Gregório Curvo, Porto Esperança, Ibama, Imasul Fonte: www.campograndenews.com.br