Paulo Marcel Pereira Merabet, mais conhecido como Roma, se tornou um ícone na memória dos torcedores do Flamengo no início dos anos 2000. Com o sobrenome esquecido, Roma agora atua como advogado após encerrar sua carreira no futebol. Seu ápice no clube rubro-negro veio em 2001, quando conquistou o Campeonato Carioca, ocasião em que os torcedores o chamavam carinhosamente pelo apelido que ele adquiriu devido à sua semelhança com Romário.
Nascido em Belém, Roma começou sua trajetória no futebol jogando futsal pelo Remo, onde impressionou um dirigente que o convidou para fazer testes no Flamengo. O destaque foi logo em uma final contra o Paysandu, onde ele marcou dois gols e garantiu sua vaga no clube carioca.
A estreia no Flamengo foi em uma competição internacional, a Copa Mercosul, em 2000, onde o time venceu a Universidad do Chile por 4 a 0. Ao longo de sua passagem, Roma registrou números expressivos: foram 118 partidas disputadas, resultando em 57 vitórias, 20 empates e 41 derrotas, além de 23 gols marcados.
Durante suas temporadas, Roma teve como companheiro de ataque Adriano, que muitos anos depois se tornaria um ícone do futebol brasileiro. Roma relembra momentos marcantes daquele tempo: “Tive a felicidade de conhecer o Adriano. Jogamos juntos e conquistamos vários títulos, incluindo a Taça Guanabara. Sempre mantivemos uma boa amizade”, disse ele, em uma entrevista.
Após deixar o Flamengo, o jogador teve passagens por várias equipes brasileiras e internacionais, incluindo Brasiliense, Marília, entre outras. Roma se aposentou do futebol em 2011, aos 32 anos, e decidiu seguir a carreira advocatícia, inspirando-se na trajetória da mãe, que era desembargadora.
Formou-se em Direito e montou um escritório com seu irmão, especializando-se em direito do trabalho e direito desportivo. "Gosto de advogar e me manter próximo do futebol" comentou Roma sobre sua nova vida. Atualmente, ele é o presidente do Santa Rosa, clube que compete na primeira divisão do Campeonato Paraense.
Com seu clube em ascensão, Roma almeja obter sucesso e participar da Série D e da Copa do Brasil. “Estamos mesclando jogadores experientes e jovens, e temos expectativas altas para o campeonato”, afirmou.
Enquanto isso, Roma acompanhará de perto o Flamengo em suas competições. Ele planeja estar presente no Mangueirão para torcer pelo ex-clube na Supercopa. "Acho que o Flamengo tem grandes chances de vencer e consolidar a vitória com um placar de 3 a 1". Sobre seu espaço no atual time, Roma mostrou confiança: “Certamente jogaria nesse time, pois considero que tenho mais técnica que alguns jogadores. Eu era veloz, tinha habilidade para finalizar e sabia atuar em várias posições”.
Esse espírito competitivo e a paixão pelo futebol continuam guiando Roma em sua nova jornada. O ex-xodó da torcida do Flamengo agora traça um novo caminho, conectado ao esporte que ama, mas de uma maneira diferente. E você, o que acha do papel de ex-jogadores na advocacia e no comando de clubes? Deixe seu comentário!