Investigações sobre Stabile e Índio são solicitadas pelo Corinthians

Por Autor Redação TNRedação TN

Romeu Tuma Júnior pede ao MP abertura de investigação contra Stabile e diretor-adjunto.. Reprodução: Ge

Investigação solicitada contra diretores do Corinthians

O presidente do Conselho Deliberativo do Corinthians, Romeu Tuma Júnior, acionou o Ministério Público para abrir uma investigação contra Osmar Stabile, presidente do clube, e William Tapara de Oliveira, conhecido como Índio, que ocupa o cargo de diretor-adjunto jurídico. A denúncia sugere que ambos teriam coagido um torcedor a prestar falso testemunho para prejudicar Tuma politicamente, especialmente em um momento delicado no clube.

Em sua comunicação, Tuma traz à tona um incidente ocorrido no dia 6 de março de 2026, onde o torcedor Osni Fernando Luiz, ou Cicatriz, alegadamente teria sido pressionado a acusá-lo de agressão nas dependências do Parque São Jorge. Esse fato, segundo o presidente do Conselho, teria sido parte de um plano para danificar sua reputação em meio a um contexto de turbulência política, com a proximidade de votações importantes no clube.

Cenário do conflito

No dia em questão, Tuma e Stabile se encontravam jantando em uma pizzaria no Parque São Jorge. Durante o encontro, Cicatriz se aproximou de Tuma para questioná-lo, o que gerou um desentendimento. Após essa interação, relata-se que Tuma fez uma declaração agressiva a Stabile, o que foi usado pelo presidente do clube para alegar assédio.

Esse alegado assédio foi o que afastou o foco da reunião onde seriam discutidas fundamentais alterações estatutárias, inclusive a proposta de garantir ao Fiel Torcedor o direito aos votos nas eleições presidenciais do Corinthians.

Denúncia e objeções

Os relatos em torno do caso são divergentes. Enquanto Tuma nega a acusação e pretende levar a questão à polícia, Stabile mantém a narrativa inicial apresentada aos demais conselheiros. Ele chegou a convocar uma reunião para solicitar o afastamento provisório de Tuma, cuja validade ainda é debatida entre os conselheiros.

Com a nova informação registrada junto ao Ministério Público, a situação promete se desdobrar. Cicatriz supostamente informou a Tuma, durante uma conversa via áudio, que teria sido coagido a mentir sobre a agressão. Em contrapartida, o torcedor foi convidado a uma visita ao CT Joaquim Grava, onde teve acesso a jogadores e recebeu uma camisa do time.

Implicações éticas e legais

Tuma acredita que o comportamento de Stabile e Índio, associado à proposta de forçar Cicatriz a falsear sua declaração, caracteriza uma tentativa premeditada de afastá-lo, configurando um possível cenário de infração ética dentro do clube. Importante mencionar que Cicatriz já possui um passado de polêmica, tendo, por exemplo, sido condenado em um caso anterior envolvendo um ato de vandalismo em uma partida entre Corinthians e Palmeiras.

O presidente do Conselho solicitou oficialmente ao Ministério Público que considere o relato de Cicatriz como constrangimento ilegal, denúncia caluniosa e falso testemunho. Tuma ainda pediu que o MP busque imagens que possam comprovar os eventos ocorridos na pizzaria e nas dependências do clube, para garantir que todos os fatos sejam esclarecidos.

Expectativa de posicionamento

A reportagem tentou contato com os acusados, Osmar Stabile e William Tapara de Oliveira, para que eles pudessem se manifestar sobre a situação. Aguardamos resposta e, caso haja um retorno, o texto será atualizado com suas considerações.

Tags: Corinthians, Investigação esportiva, Política no Futebol, Roma Tuma Júnior, Stabile e Índio Fonte: ge.globo.com