Larissa Barros Máximo Torres, 22 anos, faleceu após queda de moto em São Paulo. O trágico incidente ocorreu na Avenida Tiradentes no último sábado, quando a passageira foi arremessada após a batida com a porta de um carro, que, segundo relatos, foi aberta repentinamente enquanto passavam pela faixa azul, reservada para motocicletas.
O motociclista, que ficou ferido no acidente, afirma que a porta foi aberta por um dos passageiros do carro, que estava parado em um semáforo. De acordo com a versão da Polícia Civil, o veículo tinha em seu interior duas pessoas, uma delas estava embriagada e, em tom de brincadeira, teria aberto a porta, provocando a colisão. Os ocupantes do carro, identificado como advogado e economista de 28 anos, são Felipe Moutinho Hilsenrath Garcia e João Pedro Baptista Viegas de Oliveira Paes.
O transtorno foi ainda mais acentuado pelo fato de o motociclista não ter prestado depoimento imediato. Ele foi socorrido e levado ao hospital, onde foi informado posteriormente sobre a necessidade de comparecer à delegacia. Em suas declarações, garante que estava disponível para colaborar com a investigação.
Detalhamento do Acidente
As circunstâncias do acidente seguem envoltas em controvérsias. O motorista do carro, que também atua como motorista de aplicativo, afirma que os passageiros estavam brincando e que a porta foi aberta em um momento de distração. A família de Larissa inicialmente afirmou que ela havia sido atropelada por outro carro após queda da moto, mas o motociclista contraria essa versão, enfatizando que não houve atropelamento, mas sim uma colisão resultante da abertura da porta. A indagação acerca de quem realmente abriu a porta continua sem resposta, conforme as investigações da Polícia Civil.
Consequências e Respostas da Comunidade
Muitos questionamentos se acumulam após o acidente. Entre eles, no Boletim de Ocorrência se destaca: Quem realmente abriu a porta do carro?, O que motivou a ausência do motociclista nas investigações iniciais? e Houve qualquer tipo de socorro prestado à Larissa?. O motociclista Clark, que também foi ferido, afirmou que Larissa foi socorrida, mas não sobreviveu aos ferimentos. Ele reforçou que ela estava consciente após o acidente e que externou mal-estar.
A identidade e o legado de Larissa têm sido temas de crescente relevância nas discussões sobre segurança nas estradas urbanas. A jovem era formada em marketing e estudante de engenharia de produção, e acabara de ser reconhecida em sua empresa como funcionária do mês. "Ela era cheia de planos e sonhos" comentou Carlos Alberto Torres, tio da vítima, evidenciando o impacto trágico da perda na vida dela e de sua família.