Flávio Bolsonaro reduz vantagem de Lula na corrida presidencial
Uma nova pesquisa divulgada pela Genial/Quaest mostra que a distância entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu significativamente na corrida presidencial. Em um hipotético segundo turno, Lula aparece com 43% das intenções de voto, enquanto Flávio vem logo atrás com 38%, uma diferença de apenas cinco pontos percentuais.
A pesquisa reflete um cenário em que a tentativa da oposição de criar uma "terceira via" enfrenta sérias dificuldades. Governadores como Ratinho Junior e Ronaldo Caiado, do PSD, e ainda outros candidatos não conseguiram ganhar tração suficiente para se tornarem alternativas viáveis. Apesar de uma alta rejeição a ambos os candidatos, Flávio Bolsonaro se destaca entre os eleitores mais alinhados à direita e entre os independentes.
Desde a última pesquisa realizada em janeiro, a vantagem de Lula, que era de dez pontos, caiu para cinco. A pesquisa também mostrou que Ratinho Junior, considerado um dos principais candidatos do PSD, oscilou para baixo, marcando 35% contra 43% de Lula em um possível embate.
Os dados indicam que a rejeição é uma questão central nesta corrida: 55% dos entrevistados afirmaram que "conhecem e não votariam" em Flávio, enquanto 54% escolheram o mesmo para Lula. Os números evidenciam a polarização que marca a política brasileira e a dificuldade de criar alternativas que consigam desviar votos contidos nos dois grandes nomes da política atual.
Em cenários de primeiro turno, Ratinho teve a melhor performance entre os candidatos do PSD, registrando apenas 8%. Lula alcançou 35%, enquanto Flávio ficou próximo, com 29%. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, o que torna os dados ainda mais intrigantes.
Além disso, a pesquisa apontou que a pulverização das candidaturas de governadores da direita pode acabar tirando votos tanto de Lula quanto de Flávio. Zema e Leite, ambos do PSD, estão estagnados com apenas 4% e Flávio teve um crescimento visível entre os eleitores bolsonaristas, passando de 82% para 92% em um mês.
Uma peculiaridade no mais recente crescimento de Flávio é que o senador esteve fora do Brasil durante o mês, realizando compromissos internacionais. Mesmo assim, sua popularidade parece ter crescido, ganhando espaço entre os chamados "independentes", que não se alinham nem à direita nem à esquerda. Neste segmento, Flávio obteve 26% das intenções, contra 31% para Lula, uma diferença que vem caindo de forma notável.
Por outro lado, Ratinho Junior viu seu apoio cair drasticamente entre os bolsonaristas, passando de 7% para apenas 1% em um contexto de disputa direta contra Lula e Flávio.
A pesquisa ainda revela uma mudança na percepção entre os eleitores da direita em relação à candidatura de Flávio. Acredita-se que Jair Bolsonaro fez uma escolha acertada ao apoiar seu filho. Esta mudança de opinião é visível, onde a concordância com a escolha aumentou de 55% para 71% entre os "não bolsonaristas" que hoje consideram positiva a candidatura de Flávio.
O levantamento da Quaest também aponta que a rejeição a candidatos que tenham o apoio de Bolsonaro continua alta, atingindo 49%. Paralelamente, uma maioria de 57% dos entrevistados acredita que Lula "não merece" um novo mandato, adicionando outra camada de complexidade às eleições que se aproximam.
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