Resposta de Helder Barbalho às Críticas de Trump
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), respondeu às críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que usou as redes sociais para questionar a construção da Avenida Liberdade, uma via que corta uma região de floresta no estado. Em sua resposta, postada na mesma plataforma, Barbalho comentou que "em vez de falar de estradas, o presidente deveria apontar caminhos contra as mudanças climáticas".
Barbalho enfatizou ainda que Trump poderia aproveitar a oportunidade para comemorar a redução histórica do desmatamento na Amazônia, destacando que o Pará alcançou os melhores números nesse aspecto. A polêmica relacionada à construção da avenida também revela a ausência dos EUA nas discussões climáticas, especialmente em relação à Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas (COP 30), marcada para iniciar em breve.
Trump e a Crítica à Obra
Trump, em um discurso durante um fórum de negócios em Miami, criticou duramente a construção da estrada, afirmando que acabou com a floresta para permitir uma rodovia de quatro pistas. "Devastaram a floresta do Brasil para construir uma rodovia para ambientalistas. Virou um grande escândalo!" declarou o presidente, evidenciando um vácuo diplomático na participação dos EUA na conferência que ocorrerá em Belém.
A obra da Avenida Liberdade, segundo o governo do Pará, não possui ligação direta com a COP 30 e é parte do esforço do estado para incentivar investimentos e parcerias ambientais, mesmo diante das críticas internacionais.
Dados sobre o Desmatamento e o Progresso Ambiental
Dados oficiais revelam que o Pará lidera a redução do desmatamento na Amazônia Legal, com uma queda de 12,4% no último ciclo anual e uma redução acumulada de 60% em relação a 2021. Apesar da crítica de Trump, o estado tem buscado transformar seu papel ambiental em oportunidades verdes diante do cenário global da COP 30.
Impactos e Controvérsias da Obra
Em relação à construção da Avenida Liberdade, a Defensoria Pública do Pará está questionando a adequação da consulta às comunidades afetadas, com a possibilidade de ação civil pública devido à supressão de cerca de 72 hectares de floresta. O governo, por sua vez, promete indenizar as famílias impactadas.
A Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas) garante que a obra possui licença ambiental concedida após rigoroso processo de licenciamento. Além disso, as discussões sobre o projeto foram realizadas em audiências públicas, visando a participação da população e representantes de comunidades tradicionais. Conforme informado, as obras estão com 65% de execução e devem ser concluídas até a metade do semestre.