Goodword: O novo copilot de conexões profissionais
A Goodword, uma startup brasileira focada em networking profissional, surge para transformar a forma como as pessoas estabelecem e mantêm suas relações no mundo digital. Utilizando inteligência artificial, a plataforma promete ajudar os usuários a não apenas se conectar, mas a cultivar essas relações de maneira mais eficaz.
Em palavras da CEO da Goodword, Caroline Dell, "Estamos mais conectados digitalmente do que nunca, mas ainda enfrentamos as mesmas limitações da mente humana". Através de ferramentas como opções de busca, lembretes para seguir conversas e facilitação de apresentações, a Goodword se autodenomina um "copilot" de networking, permitindo que os usuários se concentrem em interações significativas.
Diferente de outras plataformas de networking, a Goodword não tem intenção de rivalizar diretamente com gigantes como o LinkedIn. Chris Fischer, diretor de produtos e tecnologia, ressalta que a Goodword visa solucionar um problema distinto: "Não estamos tentando construir um aplicativo de networking que simplesmente aumente o número de conexões. Estamos focados em permitir que as pessoas passem tempo com as pessoas certas e construam relacionamentos mais profundos".
Após sua fundação em 2024 por Dell e Fischer, a Goodword lançou a versão beta de seu produto e anunciou uma captação de investimento de $4 milhões, liderada pela Human Ventures. A startup pretende utilizar esses recursos para aprimorar seu produto, fazer integrações de dados e expandir sua equipe de pesquisa e desenvolvimento.
A plataforma integra redes sociais como LinkedIn, calendários e e-mails, com planos de incluir outros aplicativos frequentemente utilizados, como ferramentas para anotações. Embora a Goodword automate algumas etapas do processo de networking, Fischer enfatiza que o foco principal continua sendo o elemento humano: "Um dos nossos diferenciais é manter o ser humano sempre no centro da experiência", afirma Dell.
O interesse pelo setor de networking profissional continua crescendo, com novos empreendimentos buscando disruptar o que já existe, muitos deles utilizando inteligência artificial. Outros exemplos incluem a Boardy, que utiliza IA para fazer apresentações, e a Gigi, uma plataforma de networking profissional também alimentada por inteligência artificial, que já chamou a atenção de investidores.
A Goodword se posiciona como uma plataforma que vai além do simples networking, trazendo dados que sustentam sua proposta. Os slides de apresentação da startup abordam o impacto da tecnologia no mercado, citando a "teoria do número de Dunbar" do antropólogo Robin Dunbar, que sugere uma limitação para o número de relacionamentos que uma pessoa pode ter. "Agora é o momento de redesenhar o networking para a era da IA", afirmam os criadores.
Entre os dados apresentados, destacam-se 80% da geração de dados hoje sendo desestruturada, e um mercado global que ultrapassa US$ 200 bilhões, com 171 milhões de usuários que possuem mais conexões digitais do que conseguem gerenciar. A Goodword aponta que as novas gerações, principalmente os da Gen Z, acreditam que relações sólidas são fundamentais para o bem-estar, impulsionando um movimento cultural em direção à autenticidade nas interações profissionais.
A Goodword se propõe a unir diferentes áreas, como tecnologia, mercado, cultura e o futuro do trabalho, com soluções que integram contatos, calendários e plataformas sociais, além de oferecer inteligência relacional que organiza automaticamente os contatos por contexto. O copilot de IA trabalha para ajudar os profissionais a aproveitarem ao máximo suas redes de relacionamentos.