Museu do Amanhã completa 10 anos como o mais visitado da América do Sul
O Museu do Amanhã, localizado no Rio de Janeiro, celebra 10 anos de existência como o museu mais visitado da América do Sul. Com foco nos desafios contemporâneos, como mudanças climáticas e crises urbanas, o espaço se tornou uma referência global, inspirando instituições como o Futurium em Berlim e o Museu do Futuro em Dubai. Uma nova exposição sobre vida marinha marca as comemorações deste marco, sublinhando o papel inovador e educativo do museu.
"Há um lugar no porto carioca onde se pensa o amanhã", afirma Ricardo Piquet, diretor-geral do Instituto de Desenvolvimento e Gestão. O museu simboliza a revitalização da Zona Portuária do Rio, e ao longo de sua primeira década, estabeleceu recordes de visitação por meio de um modelo de gestão que se tornou referência. Com a bandeira de imaginar o futuro, o museu provoca reflexões sobre os principais desafios da Humanidade, desde as mudanças climáticas até problemas sociais nas grandes cidades.
O espaço inaugurou "Como Estamos", uma nova seção da exposição permanente “Do Cosmos a nós”, que atualiza a mostra anterior sobre o Antropoceno. "Não vamos trocar a exposição sem cuidado; o sarrafo é alto", pondera Cristiano Vasconcelos, diretor-executivo do Museu do Amanhã.
No dia 17, coincidentemente o aniversário de 10 anos do museu, será inaugurada a nova exposição "Oceano — O mundo é um arquipélago", que explora a vida marinha e suas complexidades. Fabio Scarano, curador da nova mostra, explica: "A ideia é lembrar que somos um no tempo, no espaço e nessa diversidade".
O projeto que originou o museu estava inserido em um processo de revitalização da Zona Portuária iniciado em 2011. O museu, concebido com o intuito de virar um espaço de diálogo sobre mudanças climáticas, foi batizado como Museu do Amanhã por sugestão de José Roberto Marinho, vice-presidente do Grupo Globo.
Santiago Calatrava, um renomado arquiteto espanhol, foi escolhido para projetar o Museu do Amanhã. Ele incorporou elementos de sustentabilidade no projeto e o design foi pensado para se integrar ao ambiente e à cidade. O museu foi pensado para receber até 400 mil visitantes por ano, mas em 2016 superou as expectativas, recebendo 1,4 milhão de visitantes.
O Museu do Amanhã também se destaca por seu público diverso, que inclui turistas e moradores locais, e por sua política de gratuidade. Mais de 60% dos visitantes são isentos de cobrança, reforçando o caráter acessível da instituição.
A gestão do museu trabalha ativamente para manter um diálogo contínuo com a comunidade local e valoriza a participação de moradores na construção da sua equipe. Além disso, promove projetos como o "Entre Museus", que leva alunos das escolas da região a visitarem o museu e outras instituições culturais.
De acordo com Cristiano Vasconcelos, o Museu do Amanhã se tornou uma ponte de informação e cultura em um cenário onde a confiança na informação se torna cada vez mais necessária. "Quando imagino o Museu do Amanhã daqui a 10 anos, imagino um lugar relevante, confiável, plural e, sobretudo, necessário", conclui.
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