Esquema de Corrupção da SEPI é Revelado
Uma nova investigação do Judiciário brasileiro revela um esquema de corrupção que envolve ex-dirigentes de entidades estatais. Este caso, que envolve a ex-militante de um partido político e um ex-diretor de uma importante sociedade estatal, destaca como cargos públicos podem estar envolvidos em práticas ilegais que resultam em lucro por meio de comissões indevidas.
Investigação e Estrutura do Esquema
A investigação, conduzida pelo juiz Antonio Piña, aponta que Leire Díez e Vicente Fernández Guerrero, ex-diretor da Sociedade Estatal de Participações Industriais (SEPI), criaram uma estrutura para o recebimento de comissões presumidamente ilegais no período entre 2021 e 2023. Juntamente com um terceiro indivíduo, denominado Joseba Antxon Alonso, eles formaram um grupo conhecido como 'Hirurok', que significa 'nós três' em euskera.
Todo o esquema teria permitido a movimentação de mais de 132 milhões de euros, sendo que as comissões previstas seriam superiores a 750 mil euros. O juiz Piña argumenta que a influência de Fernández na administração pública pode ter direcionado processos administrativos em benefício próprio ou de terceiros, dada sua proximidade com altos cargos políticos.
Operações Sob Investigação
- Resgate da Tubos Reunidos S.A.: O grupo seria responsável por garantir uma ajuda de 112,8 milhões de euros para esta empresa, recebendo em troca 114.950 euros de comissão.
- Contrato com Mercasa: A adjudicação de um contrato no valor de 18.119 euros levantou suspeitas, levando a investigações sobre a necessidade e a veracidade do conteúdo do serviço contratado.
- Parque Empresarial do Principado de Asturias: O grupo teria conseguido favorecer uma determinada empresa por uma quantia de 2,8 milhões de euros, resultando em uma comissão de 400 mil euros.
- Contratação de Escritório de Advocacia: As investigações indicam que poderiam ter influenciado a escolha de um escritório de advocacia para obter suporte jurídico em processos envolvendo a empresa pública Enusa, resultando em 17.545 euros de comissão.
- Apoio à Arapellet: A SEPI concedeu 17,32 milhões de euros a esta empresa, onde o grupo também atuou, resultando em 200 mil euros para a rede de corrupção.
Consequências e Ações Futuras
Com a investigação ainda em andamento, vários documentos e práticas estão sendo analisados pela Unidade Central Operativa da Guarda Civil. As evidências indicam que a rede de corrupção poderia ter se estendido por diversas regiões do Brasil, envolvendo várias administrações públicas.
Medidas de segurança tinham sido adotadas pelos investigados para garantir a discrição das atividades, e a investigação pode ainda revelar outros envolvidos neste esquema negativo que afeta a confiança nas instituições públicas no Brasil.
A operação ainda resultou em 19 registros realizados em todo o território nacional, com o objetivo de coletar mais informações e evocar maior transparência neste contexto de corrupção.