Desaparecimento de mulher trans gera apreensão na família
Na última atualização, a família de Bianca Ferreira da Rocha Pimenta, uma mulher trans de 30 anos, não teve notícias desde que ela desapareceu enquanto tentava voltar de Bucareste, na Romênia, para Lisboa, em Portugal. Sua mãe, Luiza Ferreira, afirmou que Bianca começou a relatar perseguições nos últimos meses, o que a levou a deixar a capital portuguesa onde vivia há cerca de cinco anos.
Segundo Luiza, a filha havia demonstrado preocupação e decidiu viajar para a Romênia depois de comunicar a família sobre a situação angustiante que estava vivendo em Lisboa. "Ela estava se sentindo muito mal", relatou Luiza. Após dois dias em um hotel em Bucareste, Bianca decidiu retornar para Portugal, mas desapareceu pouco antes de embarcar para o voo. "Eu recebi uma chamada de vídeo dela pouco antes de ela sair do hotel. Depois disso, não tivemos mais contato", contou Ana Paula, tia de Bianca.
Busca desesperada por informações
A família de Bianca tem enfrentado dificuldades em obter informações sobre o desaparecimento. Luiza Ferreira disse que está tentando contato com a embaixada do Brasil em Bucareste para saber sobre a investigação, mas não obteve resposta satisfatória.
- A mãe de Bianca revelou que tem feito relatórios detalhados sobre o caso para as autoridades brasileiras, mas a comunicação tem sido complexa devido à falta de informações sobre a cidade em que a filha estava.
- Ela expressou sua frustração: "A cada lugar que vou no Brasil, faço um relatório enorme para o delegado, e depois eles dizem que é com o Itamaraty. Aí não conseguimos enviar o e-mail por não ter a cidade que ela estava. Não sabemos se a polícia de lá está procurando por ela."
Desconfiança e angústia
Bianca, que estava em contato constante com a família, não conseguiu mais enviar mensagens após uma chamada de vídeo. Ela estava com a bateria do celular baixa e sua mãe havia sugerido que a jovem carregasse o aparelho antes de pegar o carro por aplicativo que a levaria ao aeroporto.
"Ela estava esperando o aplicativo e antes de desligar o telefone, dissemos que esperássemos para que ela pudesse carregar o celular. Desde então, não soubemos mais dela", afirmou Ana Paula, visivelmente angustiada com a situação.
A situação chama a atenção e gera preocupação não apenas pela saúde e segurança de Bianca, mas também pelo potencial risco de perseguições e violência enfrentadas pela comunidade LGBTQIA+ em diversas partes do mundo. O desaparecimento de Bianca evidencia a urgência de uma resposta eficaz das autoridades para garantir a segurança de indivíduos em situação vulnerável.
O g1 tentou contato novamente com a embaixada e com o Itamaraty, mas até o momento não houve retorno. A família aguarda ansiosamente por informações sobre o caso e pede auxílios das autoridades competentes para resolver essa situação angustiante.

