Massacre em Sydney: Suspeito acusado de assassinato e terrorismo após acordar do coma
Autoridades australianas confirmaram que o homem de 24 anos, suspeito do massacre na Praia de Bondi, em Sydney, acordou do coma e foi formalmente acusado de assassinato, danos corporais graves e terrorismo. O incidente ocorreu durante uma celebração judaica do Hanukkah, no último domingo, resultando na morte de 15 pessoas, incluindo uma menina de 10 anos e um sobrevivente do Holocausto, um avô de 11 netos.
O tiroteio foi perpetrado por dois homens, identificados como pai e filho, que, de acordo com a polícia, eram motivados por antissemitismo, possivelmente inspirado pelo Estado Islâmico. As forças de segurança não divulgaram oficialmente os nomes dos suspeitos, mas meios de comunicação australianos reportaram que Sajid Akram, de 50 anos, e seu filho, Naveed Akram, estão envolvidos no caso. O mais jovem, de 24 anos, estava hospitalizado em coma até a tarde de terça-feira, quando as autoridades anunciaram as acusações.
Os primeiros funerais das vítimas começaram nesta quarta-feira, e uma multidão se reuniu para prestar homenagens ao rabino Eli Schlanger, um dos organizadores do evento que se transformou em um cenário de tragédia. O tiroteio é considerado o pior massacre da Austrália nos últimos 30 anos e gerou grande comoção no país.
Além das fatalidades, dezenas de pessoas ficaram feridas, com 23 delas ainda permanecendo internadas em hospitais. Entre os feridos, dois policiais que estavam na linha de frente da resposta ao ataque, incluindo um agente de apenas 22 anos de idade, que estava em seu quarto mês de serviço, perdeu a visão de um olho em decorrência dos ferimentos.
A tragédia chocou não apenas a Austrália, mas também a comunidade internacional, levantando questões sobre a segurança e a presença de ideologias extremistas. A polícia de New South Wales continua investigando o caso e revisando as circunstâncias que levaram a este trágico evento.