Reação de Gilmar Mendes ao novo plano do Rio de Janeiro
O governo do Rio de Janeiro apresentou recentemente ao Supremo Tribunal Federal (STF) um novo plano voltado para a redução da letalidade policial nas favelas, durante o processo conhecido como ADPF das Favelas (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental 635). O decano da Corte, ministro Gilmar Mendes, utilizou suas redes sociais para comentar que o planejamento realizado pelo estado, sob a gestão de Claudio Castro, é uma "demonstração concreta" de que as decisões do STF geram efeitos reais.
Este novo documento, denominado Plano Estratégico de Reocupação Territorial, surgiu em resposta ao veredicto do STF em abril deste ano, que determinou a necessidade de um plano de ação para reduzir a letalidade nas operações policiais nas comunidades. O caso ganhou novamente atenção após uma operação que resultou na morte de mais de 120 pessoas nas favelas da Penha e do Alemão, levando o governo do estado a prestar contas ao STF sobre as ações de segurança a serem implementadas.
Conteúdo do Plano e suas Implicações
Na data de 22 de outubro, o governo do Rio apresentou ao STF o novo plano em um documento de 199 páginas, dividido em duas partes. Um dos principais focos dessas ações é a recuperação de territórios que estão sob o controle do crime organizado. Muitas facções criminosas que atuam na capital fluminense administram serviços essenciais e realizam o comércio local, cobrando taxas de proteção e diversificando suas fontes de renda.
Os conflitos entre as facções e também com as forças policiais são frequentes e, frequentemente, sangrentos. Importante notar que o modo de operação das facções no Rio difere do comando do Primeiro Comando da Capital (PCC) em São Paulo, que frequentemente age de maneira mais discreta e organizada, infiltrando-se em estruturas do estado e do mercado financeiro.
O elogio de Gilmar Mendes e as expectativas para a segurança pública
Após a apresentação do novo plano, Gilmar Mendes fez uma postagem no X, elogiando a iniciativa. Em suas palavras, o ministro afirmou: "Trata-se de uma demonstração concreta de que as decisões do Supremo produzem efeitos reais: fortalecem as instituições, protegem a vida de policiais e moradores e fazem chegar direitos onde, por muito tempo, houve apenas abandono".
"O enfrentamento do crime organizado não se faz com improviso, mas com planejamento, inteligência e cooperação entre as instituições. Onde falta coordenação, a violência se perpetua", comentou Gilmar Mendes.