Câmara Municipal decide não levar adiante denúncia contra vereador
A Câmara de Ribeirão Preto, em São Paulo, decidiu recentemente não prosseguir com um processo por quebra de decoro contra o vereador André Rodini, do partido Novo. A votação ocorreu na segunda-feira (2), após uma denúncia de um ex-assessor que alegou que Rodini fez uma referência pejorativa a pessoas em situação de vulnerabilidade em um grupo de WhatsApp.
O caso girou em torno de uma mensagem enviada pelo vereador, onde ele supostamente se referiu à distribuição gratuita de um bolo de aniversário para os 125 anos do Mercadão Municipal, agendada para setembro de 2025, de forma desdenhosa. O denunciador, Alexandre Meirelles Nogueira, ex-assessor de Rodini, citou a expressão "pobre fazendo pobrice" como ofensiva e discriminatória.
Após a leitura da denúncia durante a primeira sessão ordinária de 2026, realizada remotamente devido a obras na sede do Legislativo, a Câmara decidiu, por 16 votos a 3, não enviar o caso ao Conselho de Ética. Rodini, em sua defesa, argumentou que a frase foi dita em um contexto de brincadeira e em um ambiente reservado de trabalho.
Em suas declarações após a votação, o vereador expressou a preocupação de que uma representação como essa poderia não apenas manchar sua imagem pessoal, mas também minar o trabalho dos demais parlamentares. "Todos entenderam a falta de importância que tem uma representação como essa", disse Rodini, destacando o potencial impacto negativo de tais acusações frente aos compromissos dos vereadores com a população.
A denúncia, protocolada em 15 de janeiro, foi avaliada pela Câmara, que considerou novos elementos apresentados. Segundo o relato do ex-funcionário, Rodini ao fazer a menção ao bolo em troca de mensagens tinha intenção de discutir sobre a agenda oficial e modos de interação com os cidadãos. Dois dias após essa comunicação, o ex-assessor afirmou que foi admoestado pelo vereador e depois demitido, alegando que o ato se deu por baixa produtividade e por conta de uma tentativa de prejudicá-lo politicamente.
O episódio levanta uma importante discussão sobre o respeito e a linguagem utilizada por figuras públicas, destacando a necessidade de parâmetros éticos e morais que regem a conduta dos representantes eleitos. O caso Rodini lança luz sobre a forma como atitudes e palavras podem ressoar na esfera pública e a relevância de haver atitudes de escuta e reflexão em diálogos políticos.
A situação será monitorada pela sociedade, que aguarda ações concretas e posicionamentos mais firmes de seus representantes sobre temas sensíveis, como a inclusão e o respeito pela diversidade.